Claudemir ScaloneCortes e proteção
O corte do zagueiro Márcio Santos (28 anos) da Seleção Brasileira acabou pegando mal, princi- palmente porque Zagallo convocou André Cruz (29 anos) que não vem agradando no Milan e sofreu recentemente uma cirurgia de hérnia de disco. Por que não chamar um zagueiro que está inteiro e vem jogando redondinho, como Júlio César (34 anos) e Mauro Galvão (36 anos), que têm tanta ou mais experiência internacional do que André Cruz?
Só a idade não se justifica. A Alemanha, tão favorita ao título quanto o Brasil, levará à Copa Matthaeus (37 anos) e Klisnman (33 anos).
Na minha opinião há dois motivos básicos. Sabe-se que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, não mantém boas relações com Júlio César desde o sumiço de seus dólares num hotel nos Estados Unidos. O jogador reivindicou que a CBF o indenizasse, mas nada conseguiu. Quanto a Mauro Galvão a explicação é até mais simples. O jogador do Vasco chamou Zagallo de velho e ganhou de troco a antipatia do técnico.
O corte de Flávio Conceição também não está bem explicado. O jogador foi barrado sem ser examinado pelos médicos da Seleção. Enquanto isto, Romário e César Sampaio rrecebem tratamento diferenciado da comissão técnica.
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Vasco e São Paulo (campeão paulista com méritos) fizeram na última terça-feira um dos melhores jogos do ano do futebol brasileiro. As equipes se encararam feito dois gigantes, não se intimidaram e jogaram do que o torcedor gosta: buscaram o gol a todo instante.
É claro que houve falhas, principalmente da defesa do São Paulo. Mas isto não tira o brilho dos dois times que são, no momento, os mais afinados do País. Palmas para os técnicos Nelsinho e Antônio Lopes que preferem o futebol espetáculo ao futebol de resultados que Luiz Felipe Scolari e Wanderley Luxemburgo impuseram a Palmeiras e Corinthians.
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A Portuguesa Londrinense inicia amanhã, contra o Malutron, no VGD, a luta por uma vaga na divisão de elite do futebol paranaense. Falta muito pouco para que a Lusa concretize o sonho de ocupar o lugar que já pertenceu ao hoje rebaixado Londrina. O empurrão da torcida aliado à aplicação dos jogadores será fundamental para a Lusa obter a vitória e jogar pelo empate no jogo de volta.
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O Paraná Clube mostrou quinta-feira contra o Santos, pela Copa do Brasil, que não é mais o mesmo. Jogou um futebol burocrático e sem volúpia no ataque para quem precisava fazer gols. Pelo jeito, o futebol paranaense passará a ter um novo reinado: o do Coritiba. Melhor equipe no turno do quadrangular, o alviverde pode pôr a mão no título caso vença o Atletiba de amanhã.

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