Corte italiana pede reabertura do Caso Senna
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2003
Agência Estado 
São Paulo - O diretor-técnico e sócio da Williams, Patrick Head, e o projetista do carro FW16, Adrian Newey, vão voltar ao banco dos réus no processo que apura a morte de Ayrton Senna. A reabertura do caso foi determinada pela Suprema Corte italiana, sob a alegação que vários pontos da sentença que os inocentou não foram esclarecidos. Senna morreu em 1º de maio de 1994, em consequência de acidente na Curva Tamburello, durante o GP de Ímola, causado, segundo a perícia, pela quebra da coluna de direção do Williams que pilotava. Ainda não há data para o novo julgamento, mas as previsões são de que aconteça no final do ano ou início de 2004.
Patrick Head e Adrian Newey foram absolvidos da acusação de homicídio culposo por negligência na modificação da coluna de direção, que acabou por se romper tanto no julgamento realizado em 1997 como na apreciação da apelação, em 1999, feita pelo Ministério Público italiano. A Williams entende que os dois acusados serão inocentados mais uma vez.
Com a reabertura do processo, novos depoimentos poderão ser solicitados pela Justiça. A expectativa é de que isso ocorra a partir de junho, quando as audiências deverão ser retomadas. A iniciativa da Suprema Corte, acatando recurso do Ministério Público italiano, entretanto, não atinge as outras quatro pessoas inicialmente denunciadas no processo. São eles: o sócio majoritário da Williams, Frank Williams, os administradores do autódromo Enzo e Dino Ferrari, Federico Bendinelli e Giorgio Poggi, e o ex-delegado de segurança da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o belga Roland Bruynseraede.
Tarde demais O presidente da Torcida Ayrton Senna (TAS), Adílson Carvalho, acha que a reabertura do processo acontece ''tarde demais''. ''Nem no Brasil, um caso dessa envergadura demora tanto'', disse Adilson, que é advogado. Ele entende que toda essa movimentação não vai dar em nada. ''Até porque, depois de nove anos, fica difícil conseguir as provas para condenar alguém. A intenção das pessoas que reabriram o caso pode ter sido boa, mas não adianta. O que nos gostaríamos é que o Ayrton pudesse descansar em paz.''


