O corte de investimentos da Prefeitura de Londrina nas equipes adultas, em virtude da nova política esportiva do município para 2006, atingiu em cheio o futsal masculino, que tinha duas equipes no ano passado e este ano não terá nenhuma. As duas disputariam a Chave Prata do Campeonato Paranaense, mas decidiram ''tirar o time de campo'' por falta de condições de manter seus elencos. Uma notícia ruim para uma cidade que até três anos atrás teve equipe disputando a Liga Nacional de Futsal em 2002 e 2003.
O time do Colégio Londrinense, mantido pela Unifil e que recebeu a verba padrão de R$ 55 mil no ano passado para representar a cidade nos Jogos Abertos do Paraná (JAPs), foi extinto no início deste mês. O técnico Humberto Maccagnan Júnior, que no ano passado já havia assistido à debandada de seus atletas para o futsal italiano no meio do campeonato, alimentava esperanças de manter parte da equipe este ano. Porém, seria em parceria com a Prefeitura de Ibiporã, já que a de Londrina anunciou que não participará mais dos JAPs.
Após ver as portas se fecharem em Londrina, no final de dezembro a Unifil procurou a Prefeitura de Ibiporã para juntas unirem os seus elencos (o Ibiporã Futsal também disputou com dificuldades a Chave Prata em 2005) e montarem um time que representaria a região no Estadual. ''Estava tudo certo, mas agora em fevereiro fiquei sabendo que a Unifil desistiu do projeto para investir só no handebol masculino. É uma situação triste'', lamentou Maccagnan.
Equívoco Maccagnan criticou a decisão da Fundação de Esportes de Londrina (FEL) de cortar toda a verba dos times adultos pelo fato de Londrina não disputar mais os Jogos Abertos. ''É uma atitude equivocada. Se não concordam que algumas modalidades fiquem treinando dez meses para competir em apenas uma semana, no nosso caso acontece o contrário. Temos um campeonato de dez meses que vai até dezembro. O futsal vive sozinho, tem uma federação forte, tem calendário e não depende dos JAPs'', argumentou Maccagnan.
Segundo o ex-treinador do Colégio Londrinense, a verba mensal que a FEL repassava ao clube (R$ 5,5 mil) dava apenas para pagar uma ajuda de custo aos atletas, comprar equipamentos e material esportivo. ''As despesas com viagens, alimentação, comissão técnica e taxas de arbitragem eram todas pagas pela Unifil'', informou.
Apesar de perder muitos atletas para o futsal italiano, a equipe continuou sendo muito procurada por atletas de fora, segundo Maccagnan, devido ao atrativo da bolsa de estudos para fazerem uma faculdade. ''Agora que não tem mais equipe adulta em Londrina, a cidade irá formar jogadores para os vizinhos. Vai investir até os Jogos da Juventude e quando eles (os jogos) terminarem o atleta vai fazer a mala e ir embora'', criticou.
Dos atletas do Londrinense que encerraram a temporada 2005, a maioria foi para o time de Ibiporã, que terá o apoio apenas de patrocinadores locais para jogar a Chave Prata. Dois destaques, o pivô Lucas e o ala Rodrigo, acertaram com Maringá para disputarem a Chave Ouro.

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