Corrida vai esquentar ainda mais o Rio
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sábado, 10 de maio de 1997
Da Redação 
Arquivo FolhaProblemas na LolaVencedor da corrida no ano passado, o brasileiro André Ribeiro vem tendo muitos problemas com o chassi Lola este ano. O piloto também não gostou das ondulações na pista de Jacarepaguá Com quatro pilotos diferentes vencendo as quatro primeiras etapas - Michael Andretti, Miami; Scott Pruett, Austrália; Alessandro Zanardi, Long Beach; e Paul Tracy, Nazareth -, a Fórmula Indy tem hoje, no Rio de Janeiro, no Autódromo de Jacarepaguá, a quinta prova da temporada. Para a corrida desta tarde, com largada às 13 horas, pelo menos dez pilotos estão entre os favoritos e, entre os brasileiros, Maurício Gugelmin, Gil de Ferran e Raul Boesel são os mais cotados. O SBT mostra a prova ao vivo.
Além dos quatro pilotos que já venceram este ano, além de Gugelmin, Ferran e Boesel, estão ainda cotados para a vitória Al Unser Jr., o atual campeão jimmy Vasser e Greg Moore. André Ribeiro, vencedor da corrida no ano passado não vem tendo o mesmo rendimento este ano, uma vez que o chassi Lola não vem agradando. Neste oval a gente precisa de um carro que ande bem nas retas e seja bom nas freadas, que são os pontos positivos em nosso carro. O Lola tem uma defasagem em curvas, onde se precisa de muita aderência, diz André. O piloto elogiou o recapeamanto das curvas um e quatro, mas acha que a reta oposta ainda está um pouco ondulada. Não é uma crítica, porque as ondulações fazem parte da característica da pista aqui em Jacarepaguá, analisou.
Melhor brasileiro na classificação - sexto colocado com 28 pontos -, Maurício Gugelmin está muito confiante. Acho que estamo na iminência de uma vitória, e seria fantástico se ela acontecesse nesta corrida, observou o piloto da equipe PacWest. Dois cariocas correm hoje atrás do melhor resultado até aqui: Guálter Salles, da Davis, e Roberto Moreno, da Newman-Haas, este substituindo a Christian Fittipaldi. Se for possível marcar os primeiros pontos aqui já será um grande resultado para nós, adianta Guálter. Moreno, por sua vez, sabe que terá a última chance no time americano, pois corre com um dos melhores carros da categoria.
O circuito carioca, que recebe os velozes carros da Indy, passou por algumas mudanças, com destaque para a nova barreira de pneus para amortizar choques nos muros das curvas 1 e 4. A barreira tem 3,60 m de largura, 140 m de extensão na curva 1 e 150 m na curva 4. Foram usados 25 mil pneus, em filas de três, parafusados e amarrados com cabos de aço. Uma cinta plástica preta os recobre, ajudando a fixá-los e impedindo o acúmulo de água em caso de chuva. É tecnologia de primeiro mundo, comentou Maurício Gugelmin.


