Corrida por maiôs faz parte da preparação para o Mundial
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sábado, 04 de julho de 2009
Agência Estado 
São Paulo - Os nadadores de todo o planeta que participarão do Mundial de Esportes Aquáticos, a partir do dia 17 de julho, em Roma, sabem que treino, dedicação e concentração já não são suficientes para conseguir um bom resultado na piscina: é preciso networking. O conceito, muito difundido no meio empresarial, prega a necessidade de uma boa rede de contatos dentro de sua área de trabalho para obter sucesso. Na natação, ele tornou-se necessário desde o momento em que o esporte passou a ter nos maiôs tecnológicos uma ferramenta preciosa para chegar ao pódio.
Atualmente, para um atleta ter acesso às roupas de competição, deve ser campeão olímpico, integrante da delegação de uma potência esportiva ou usar de simpatia e persuasão para conseguir os cobiçados modelos Jaked, Adidas, Arena e Blueseventy. E é necessário ser ágil, uma vez que várias roupas só foram liberados pela Federação Internacional de Natação (Fina) para o Mundial há cerca de duas semanas e todas precisam ser inspecionados pela entidade antes de utilizadas.
No Brasil, muitos nadadores que não têm vínculo com as fabricantes estão se virando para conseguir os maiôs. E, para sorte da delegação brasileira, a nadadora Fabíola Molina tem sido uma importante aliada. A Fabíola virou a mãe de santo de muitos nadadores, brincou Flávia Delaroli, que está na equipe para o Mundial. Como ela mora na Itália e tem bons contatos por possuir uma grife de maiôs e biquínis, tem conseguido vários modelos da Jaked (marca italiana) para o pessoal.
Marido de Fabíola Molina, o também nadador Diogo Yabe revelou que a tarefa não está sendo muito fácil. No caso da Jaked, o maiô só foi liberado há duas semanas e, como a empresa parou de fabricar enquanto esperava pela aprovação da Fina, só agora todo mundo está correndo atrás dele. A Jaked tem se desdobrado para fornecer para todo mundo que vai ao Mundial, mas não sei, não, explicou o nadador londrinense.
Flávia Delaroli já conseguiu seus modelos para o Mundial, mas está preocupada. Espero que não seja como foi na Olimpíada, com aquele burburinho atrás de distribuidor e aquela fila gigantesca para tirar medidas, lembrou a nadadora.
Poucos sabem o drama que a falta de roupa de competição pode causar em um atleta como Nicholas Santos. Em Pequim, seu maiô rasgou momentos antes de uma prova. Acabei pegando um emprestado do César Cielo. Como ele é meio difícil de vestir, fui para o bloco de partida subindo o zíper da roupa. Entrei na prova meio desconcen-trado, admitiu.
Para competir em Roma, Nicholas Santos já fez sua parte para evitar imprevistos. Meu patrocinador comprou maiôs LZR e será com eles que eu vou competir, avisou. Ao contrário de Flávia Delaroli, ele acha que roupa não será problema no Mundial. É do interesse dos fabricantes ter o maior número de atletas com seu maiô na final, acho que vão levar vários para distribuir, avaliou.


