Corrida em Silverstone pode acirrar revolta contra Mercedes
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quarta-feira, 26 de junho de 2013
Livio Oricchio<br>Agência Estado 
Silverstone - Pilotos, técnicos e dirigentes da Fórmula 1 voltam a se encontrar nesta quinta-feira, no circuito de Silverstone, na Inglaterra, para a disputa do GP da Grã-Bretanha, o oitavo do campeonato de 2013. Será a primeira vez que Christian Horner, diretor da Red Bull, e Stefano Domenicali, da Ferrari, vão cruzar seus caminhos com o de Ross Brawn, diretor da Mercedes.
Horner e Domenicali se sentiram traídos com o teste de pneus realizado pela Mercedes para a Pirelli e protestaram na FIA. O pior, segundo dizem, foi a escuderia alemã ser apenas advertida e proibida de participar do teste com jovens pilotos em Silverstone, no mês que vem. "Foram muito coniventes com a Mercedes no julgamento", afirmou Horner.
Antes de os times se concentrarem totalmente na prova do fim de semana no veloz e lendário traçado inglês, cujos primeiros treinos livres começam nesta sexta, ainda repercute bastante no ambiente da Fórmula 1 o fato de a Mercedes ter realizado três dias de testes particulares, o que é proibido pelo regulamento, e praticamente não sofrer nenhuma punição.
Sabe-se que Horner e Domenicali expressaram a Ecclestone os seus descontentamentos com o desfecho do caso. Horner comentou: "Em Barcelona (GP da Espanha) eles fizeram 1.º e 2.º no grid e depois apenas um carro terminou nos pontos. Tiveram, provavelmente, a maior degradação dos pneus da corrida". O jovem diretor da Red Bull expôs sua indignação com o que se passou na sequência: "No próximo GP (Mônaco) apresentaram a menor degradação, mas ok, pode ter sido apenas coincidência".
A Mercedes fez o seu teste de mil quilômetros no circuito da Catalunha depois do GP da Espanha e antes da corrida de Mônaco. E para comprovar sua impressão de que o teste ajudou muito a equipe alemã, Horner completou: "Em Montreal (etapa seguinte a de Mônaco), eles não tiveram nenhum problema com os pneus de novo".
Os três dias do GP da Grã-Bretanha podem tanto atenuar o clima ainda de revolta contra a decisão do Tribunal Internacional da FIA, de não impor uma sentença dura a Mercedes, se o time sofrer com os pneus, como ajudar a crescer o descontentamento da Red Bull e Ferrari, em especial.


