Corrida contra o tempo
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Rafael Souza 
O presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Élber Giovani de Souza, confirmou no início da semana que o edital do Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos (Feipe) terá verba para atender, em 2013, quatro modalidades de alto rendimento, entre elas o handebol masculino e o futsal feminino. Mas isso não garante que elas terão atividades e os dirigentes correm contra o tempo para conseguirem patrocinadores e garantirem a contrapartida para apresentarem seus projetos.
As duas equipes vivem situações complicadas. Por conta da dificuldade de encontrar novos patrocinadores, reduziram seus orçamentos ao máximo para não ficar fora de cena em 2013. Neste momento, o cenário mais nebuloso é o do handebol, no qual o técnico Giancarlos Ramirez ainda busca substitutos para a Unopar. "Tenho coisas bem encaminhadas, mas concreto nada por enquanto", comentou o treinador sobre as negociações.
Para não deixar o projeto que completou 15 anos em 2012 morrer, Ramirez até já enxugou ao máximo seu orçamento e foca a busca agora, ao invés de apenas um grande, vários patrocinadores que possam entrar com cotas menores. "Vamos fazer um time entre R$ 250 e 400 mil", revelou. "Com esse dinheiro, a ideia é usar apenas garotos apenas para não ficarmos fora num ano tão importante", disse ele. Segundo Ramirez, o Feipe deve destinar cerca de R$ 120 mil ao handebol masculino. No ano passado, o orçamento total da equipe foi de quase R$ 700 mil.
De acordo com o treinador, a Liga Nacional deverá ter seu início adiado pelo calendário oficial da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), o torneio teria que começar em 1º de abril ele ganhou um prazo a mais também para confirmar sua participação na competição. Antes, a data final para que isso fosse feito era hoje.
O que pode ajudar as duas equipes é a redução da contrapartida do projeto, de 100% para 50%. A mudança só deverá ser confirmada pela FEL na semana que vem, quando o edital deverá será aberto. "Ainda não é o ideal, mas já ajuda bastante", aponta a supervisora do futsal feminino, Vanda Sanches.
No caso dela, já existe até a tabela da Liga Nacional, que está prevista para ter sua primeira fase em maio. Segundo já apurou junto à diretoria da FEL, o futsal feminino terá algo em torno de R$ 80 mil do Feipe, mas diante da dificuldade de recolher a contrapartida, a supervisora já trabalha com a possibilidade de não resgatar todo o dinheiro. "Vamos tentar ao menos uma parte da verba para a Liga Nacional", afirma. Vanda afirma ter apenas dois parceiros até agora, um no valor de R$ 12 mil e um outro que vai arcar com despesas de arbitragem e taxas administrativas com a federação estadual.
Assim, ela deverá repetir a fórmula de Ramirez, com um time formado basicamente por jogadoras originadas no time de base. "Seria um time apenas para participar, brigar pela quarta vaga do grupo", frisa. Os dois dirigentes garantem não ter pendências financeiras junto à Controlaria do Município, o que os impediria de conveniar com o Feipe em 2013.


