São Paulo - A cena das chinesas fazendo ''corpo mole'' para evitar adversários mais fortes no Mundial da Alemanha ainda não saiu da cabeça das brasileiras.
A atitude das rivais do time de Marco Aurélio Motta na disputa de uma vaga nas semifinais, amanhã, criou um clima de hostilidade como não se via no vôlei feminino nacional desde os embates com Cuba na década de 90.
Na primeira rodada da competição, em jogo que valia o primeiro lugar do Grupo G, a China jogou com, além da líbero Li Ying, apenas duas titulares a levantadora Kun Feng e a atacante Yuehong Zhang. Perdeu para a fraca Grécia por 3 a 0 e se classificou na chave mais fraca da fase seguinte.
Ontem, com apenas Zhang e Ying das titulares, sofreu nova derrota 3 a 0 para a Coréia.
O resultado tirou a Itália, vice-campeã européia e, teoricamente adversária mais forte que o Brasil, do caminho das chinesas e ainda classificou as asiáticas.
Se perdessem, as coreanas corriam o risco de ficarem fora das quartas-de-final da competição.
''O que elas fizeram foi uma palhaçada. Além de nos prejudicarem (o Brasil caiu em um grupo mais difícil na segunda fase por causa da derrota da China para a Grécia), as chinesas eliminaram a Holanda, que é um time batalhador, que estava crescendo no Mundial'', disse Motta.

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