São Paulo - O corpo do jornalista e comentarista esportivo Armando Nogueira, que morreu ontem no Rio aos 83 anos, foi velado durante a tarde no salão nobre do estádio do Maracanã. Cerca de 40 pessoas, entre familiares, amigos e antigos colegas de trabalho acompanham as homenagens ao jornalista que, desde 2007, tratava de um câncer no cérebro.
Segundo Armando Augusto Magalhães Nogueira, 55, filho do jornalista, nos últimos três anos ele dividia seu tempo entre a casa e o hospital. Ele estava consciente, mas há cerca de um ano não falava. ''Ele não teve dor física, mas teve dor na alma pelo fato de não pode falar e ser uma pessoa que tinha muito o que passar'', disse Armando.
O filho do jornalista explicou ainda o fato de o velório acontecer no estádio do Maracanã. ''Isso aqui era o endereço do Armando Nogueira todos os domingos. Ele não era um cronista somente do Botafogo (time para o qual torcia), ele era um cronista de todas as torcidas. E o Maracanã é o lugar que abriga todas essas torcidas.''
Sobre sua relação com o pai, Armando disse que os dois sempre foram muito amigos. ''Raramente ele me chamava de filho, eu também não chamava ele de pai... chamava de Armandão, de mestre. Evidentemente que no amigo também estava intrínseco o pai, o grande companheiro, o meu guru. Na verdade meu e de muita gente, arrisco dizer.''
Entre os que já passaram pelo local do velório estão Daniel Filho, o narrador Luís Roberto, a jornalista Alice Maria e o empresário Antônio Carlos de Almeida Braga. ''Armando Nogueira é o Pelé do jornalismo esportivo'', afimrou o também comentarista esportivo Mauro Beting. Prefeitura e governo do Rio decretam luto pela morte de Armando Nogueira.
Armando Nogueira foi pioneiro do telejornalismo e responsável pela implantação do jornalismo na Rede Globo, com destaque para a criação do Jornal Nacional, primeiro jornal com transmissão em rede e ao vivo da história da televisão brasileira.

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