Coritiba vence o Amazonas e é campeão brasileiro da Série B
Athletico Paranaense está de volta à Série A; Remo retorna após 31 anos longe da elite
PUBLICAÇÃO
domingo, 23 de novembro de 2025
Athletico Paranaense está de volta à Série A; Remo retorna após 31 anos longe da elite

O Coritiba confirmou o favoritismo e a campanha sólida construída ao longo de toda a Série B do Campeonato Brasileiro. Neste domingo (23), no estádio Carlos Zamith, em Manaus, o Coxa venceu o Amazonas por 2 a 1 e se tornou o primeiro tricampeão da história da segunda divisão. Os gols da vitória e do título foram marcados pelo volante e capitão Sebastián Gómez e pelo atacante Iury Castilho. O Amazonas diminuiu com Luan Silva.
A equipe alviverde poderia ter conquistado o título na penúltima rodada, quando recebeu o Athletic-MG no Couto Pereira. No entanto, o empate por 0 a 0, embora suficiente para garantir o acesso antecipado, frustrou a torcida, que vaiou o time ao fim da partida. O título adiado veio em solo manauara, onde o Coritiba confirmou a liderança consolidada ao longo da reta final da competição.
Durante praticamente toda a segunda metade do campeonato, o time comandado por Mozart revezou entre a primeira e a segunda colocação. Em outubro, reassumiu a ponta e não deixou mais escapar até garantir a taça. A campanha, porém, chama atenção por um dado curioso: o Coritiba se tornou o campeão da Série B com o pior ataque da história, somando apenas 39 gols, o quarto pior índice da competição. Até então, a marca negativa pertencia à Chapecoense de 2020, que havia anotado 42 gols.
O título recoloca o Coxa na Série A após dois anos na segunda divisão e amplia a coleção de conquistas na Série B, antes levantadas em 2007 e 2010. Para o técnico Mozart, o acesso representa o segundo consecutivo à elite: em 2024, ele comandou o Mirassol na campanha histórica que levou o clube paulista à primeira divisão pela primeira vez.
Acessos
O Athletico, único time com chance matemática de tirar o título do rival até a última rodada, fez sua parte na Arena da Baixada. Diante do América-MG, já sem pretensões na competição e confirmado na Série B de 2026, o Furacão venceu por 1 a 0, com gol de João Cruz, e garantiu o retorno imediato à elite após o rebaixamento do ano passado. A arrancada atleticana foi marcada por seis jogos de invencibilidade e quatro vitórias consecutivas na reta final.
Também está de volta à Série A a Chapecoense, que trabalhou com um dos menores orçamentos da competição. O time catarinense frequentou o G-4 em vários momentos, mas só consolidou o acesso na rodada final, quando venceu o Atlético-GO na Arena Condá por 1 a 0, com gol do atacante paraguaio Walter Clar. Foram quatro anos consecutivos da Chape na Série B.
A última vaga ficou com o Remo, que encerrou um jejum de 31 anos sem disputar a elite do Brasileirão. O Leão Azul chegou à rodada derradeira fora do G-4 e dependia de uma combinação para subir: vitória sobre o Goiás, no Mangueirão, e derrota do Criciúma para o Cuiabá, no Mato Grosso. E ela veio. O time paraense venceu por 3 a 1, de virada, com gols de Pedro Rocha, artilheiro da Série B com 15 gols, e dois do centroavante português João Pedro. No mesmo horário, o Criciúma era derrotado pelo Cuiabá, completando o cenário suficiente para o retorno remista.
Rebaixados
A última vaga no Z-4 também foi definida neste domingo. A Ferroviária chegou a permanecer salva por 75 minutos, enquanto vencia o Operário em Ponta Grossa. No entanto, sofreu o empate, viu o Athletic-MG virar sobre o já rebaixado Paysandu, e o Botafogo-SP segurar o empate com o Avaí. Com a combinação negativa, a equipe de Araraquara retorna à Série C apenas um ano após ter subido. Se junta a Paysandu, Amazonas e Volta Redonda entre os rebaixados de 2025.


Matheus Camargo
Repórter de Esportes, com foco no Londrina Esporte Clube.


