Curitiba - No dia seguinte das cenas de selvageria explícita de parte de suas torcidas organizadas, o Coritiba tentava ainda recuperar o rumo perdido após o empate com o Fluminense, que resultou na queda para a 2 divisão em 2010.
A direção do clube se reuniria na noite de ontem para definir os rumos a seguir e o planejamento para a próxima temporada, mas posiçõess oficiais sobre a confusão só devem ser divulgadas amanhã. O que se espera é que ocorram punições severas ao Coxa, que já teve seu estádio interditado liminarmente, por tempo indeterminado, pelo STJD. Dependendo das futuras decisões do tribunal, o Couto Pereira poderá ser interditado por tempo - o que impediria sua utilização ao longo do Campeonato Paranaense que começa no dia 16 de janeiro - ou por número de jogos, o que vetaria seu uso na Série B do ano que vem.
Hoje, deve ser finalizado o levantamento dos prejuízos materiais resultantes da confusão. Montante que certamente deverá superar a casa das centenas de milhares de reais, já que além de cadeiras, placas publicitárias, salas da diretoria e outras parte do estádio, foram danificados muitos equipamentos de combate a incêndio e catracas eletrônicas. Além do custo, será preciso um bom período de trabalho para deixar a praça esportiva novamente em condições de receber jogos, desde que autorizados pela justiça.
E se os prejuízos materiais ainda não foram totalmente calculados, os prejuízos morais e esportivos apresentarão uma conta ainda mais alta a ser paga. Com metade da verba dos direitos televisivos, o clube iniciará a nova temporada com um rombo orçamentário, o que deve ampliar o desmanche da equipe, que já deverá perder Marcelinho e Carlinhos Paraíba para o São Paulo, além de Pedro Ken para o Cruzeiro.
Outra dúvida, que a direção deve dirimir ainda esta semana, é sobre a permanência de Ney Franco no comando da equipe. Sondado por outros clubes, inclusive o Vasco, o técnico afirmou que pretende cumprir seu contrato até o final - ao término do Estadual -, mas afirma que isto depende da diretoria contar ainda com seu trabalho. ''Tenho contrato com o clube até 3 de maio. Nunca passei por essa situação, temos uma semana difícil de decisões do clube e entendemos que dentro de um projeto futuro do Coritiba o meu pensamento é continuar. Estou aqui como empregado, mas dependemos de uma definição'', resume o abatido treinador.
Que sabe que carregará uma mancha no seu currículo, junto com seus comandados. ''É uma derrota pessoal e também coletiva do clube, dos jogadores. O seu nome está cravado nessa situação e vamos ter que ter tranquilidade para seguir nossa carreira. Já passamos por situações frustrantes, mas você não pode parar a vida'', complementa.

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