Coritiba sofre com as mudanças de jogadores
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quinta-feira, 22 de abril de 1999
Fernando Tupan 
A cirurgia efetuada no Coritiba pelo presidente Jacob Mehl, depois do término do Campeonato Brasileiro do ano passado, dispensando seus principais jogadores, acabou infeccionando nos primeiros quatro meses de 1999. De janeiro a abril, 13 jogadores foram contratados para anestesiar a lembrança do torcedor. Até o momento, os resultados foram desastrosos.
Régis trocou o Coxa pelo Paraná. Seu reserva imediato, Adinam, também saiu. Gilberto, ex-América-MG, foi o substituto. Titular absoluto ele não dá chances para os reservas, a ponto de Pizzato sair do clube porque não acreditava que um dia seria aproveitado como titular.
Da defesa saíram Gélson Baresi e o lateral-esquerdo Rubens Júnior, ídolo da equipe no ano passado. Para o lugar de Baresi foram contratados Lima e Leonardo. O único a mostrar qualidade acabou sendo o mais jovem, Leonardo. Para substituir Rubens Júnior chegaram Rubens, Fábio Vidal e Dutra. é quem tem mais condições de fazer a torcida esquecer o ídolo. Na lateral-direita Reginaldo Araújo, cria da casa, não deu chances para o contratado Dedimar.
A má reposição de peças continuou no meio-de-campo. Sandoval, o cérebro do time no ano passado se transferiu para o arqui-rival Atlético. Betinho, chegou com fama, e não correspondeu. João Santos saiu para chegada de Darci. O gaúcho hoje é apontado como a cabeça do Coritiba.
No ataque Brandão foi para Portugal. Régis e Flávio Costa acabaram sendo contratados. O primeiro mostrou que tem condições de ser titular, se conseguir segurar o seu ímpeto encrenqueiro.
Até o primeiro Atletiba do ano, dia 14 de março, o Coritiba era considerado o melhor time do Paraná. Bastaram duas derrotas e as contusões de Darci, Struway e Basílio para o trabalho de Mauro Fernandes ser contestado.


