A ‘‘cirurgia’’ efetuada no Coritiba pelo presidente Jacob Mehl, depois do término do Campeonato Brasileiro do ano passado, dispensando seus principais jogadores, acabou infeccionando nos primeiros quatro meses de 1999. De janeiro a abril, 13 jogadores foram contratados para anestesiar a lembrança do torcedor. Até o momento, os resultados foram desastrosos.
Régis trocou o Coxa pelo Paraná. Seu reserva imediato, Adinam, também saiu. Gilberto, ex-América-MG, foi o substituto. Titular absoluto ele não dá chances para os reservas, a ponto de Pizzato sair do clube porque não acreditava que um dia seria aproveitado como titular.
Da defesa saíram Gélson Baresi e o lateral-esquerdo Rubens Júnior, ídolo da equipe no ano passado. Para o lugar de Baresi foram contratados Lima e Leonardo. O único a mostrar qualidade acabou sendo o mais jovem, Leonardo. Para substituir Rubens Júnior chegaram Rubens, Fábio Vidal e Dutra. é quem tem mais condições de fazer a torcida esquecer o ídolo. Na lateral-direita Reginaldo Araújo, cria da casa, não deu chances para o contratado Dedimar.
A má reposição de peças continuou no meio-de-campo. Sandoval, o cérebro do time no ano passado se transferiu para o arqui-rival Atlético. Betinho, chegou com fama, e não correspondeu. João Santos saiu para chegada de Darci. O gaúcho hoje é apontado como a cabeça do Coritiba.
No ataque Brandão foi para Portugal. Régis e Flávio Costa acabaram sendo contratados. O primeiro mostrou que tem condições de ser titular, se conseguir segurar o seu ímpeto encrenqueiro.
Até o primeiro Atletiba do ano, dia 14 de março, o Coritiba era considerado o melhor time do Paraná. Bastaram duas derrotas e as contusões de Darci, Struway e Basílio para o trabalho de Mauro Fernandes ser contestado.

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