Arquivo FolhaNa defesaO jovem zagueiro James está escalado e terá muito trabalho para conter as investidas do time da capital O Coritiba terá uma equipe bem diferente nesta noite contra o Matsubara, em Cambará, na abertura da terceira rodada do octogonal final do Campeonato Paranaense. A principal novidade é o meia Alex, que vira ‘‘coringa’’, e joga, no papel, como atacante. ‘‘Mas só no papel. Teremos uma constante movimentação no nosso ataque. A velocidade será a nossa principal arma’’, disse o técnico do Coritiba, Dirceu Kruger.
Mas essa não é a única mudança na equipe. Kruger foi obrigado a modificar o time, primeiro pelas contusões de titulares, do artilheiro Brandão e o meia Paulo Sérgio, e até mesmo de reservas, como é o caso do atacante Roberto Carlos. O único especialista que joga no setor é o ponta Basílio.
O Coritiba muda também por suspensões do zagueiro Flávio e do meia Claudiomiro, que levaram o terceiro cartão amarelo em Bandeirantes. Na zaga Sandro Campinas será o companheiro de Zambiasi. No meio-de-campo Ado começa jogando ao lado de Embu, Dirceu e Piá. O lateral-direito Gustavo também volta à equipe no lugar de Sandro Neves, que acabou sentindo uma contusão e foi vetado.
Esta é a última partida do Coritiba fora de casa. Os próximos jogos do alviverde, contra o Atlético, Francisco Beltrão, Paraná e Apucarana, acontecem todos em Curitiba. Para Kruger, uma vitória em Cambará mantém o Coritiba na disputa direta pelo título da temporada.
O Coritiba está na segunda colocação do campeonato com 21 pontos ganhos, um na frente do Paraná Clube e três atrás do Atlético. ‘‘Qualquer outro resultado que não seja uma vitória nos deixa em situação complicada. E não queremos isso’’, disse o meia Piá, que volta ao time depois de se recuperar de uma contusão que o deixou de fora do último jogo contra o União Bandeirante.
Arquivo FolhaNo ataqueO meia Piá (E), que não jogou a última partida, terá também que fazer as funções de atacante no Coritiba
Figurante Penúltimo colocado no octogonal, com apenas quatro pontos ganhos em nove jogos (quatro empates e cinco derrotas), o Matsubara não parece muito preocupado com a condição de mero figurante entre os finalistas deste ano. Mas o desinteresse pela competição talvez seja explicado pela crise financeira que ronda o clube. O atraso no pagamento dos salários é uma constante. No início da semana passada, os jogadores paralizaram suas atividades por dois dias em sinal de protesto. Depois de muita conversa e promessas da diretoria, que se prontificou a regularizar a situação ainda nesta semana, os atletas voltaram ao trabalho. O elenco, formado por juniores e ‘‘pratas da casa’’, ganha pouco mais que o salário mínimo.
Outro fator determinante para o fraquíssimo desempenho do alviverde de Cambará é a total falta de competitividade do torneio, que não reserva aos clubes do interior qualquer possibilidade de pretensão ao título. Tanto é assim, que o investimento dessas equipes vêm diminuindo anualmente.
O preparador físico e técnico-tampão Ercílio Brasil deve repetir a mesma formação que foi goleada pelo Atlético por 4 x 1, sábado passado, no Estádio Pinheirão, na Capital.FICHA TÉCNICA

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