Julio Cesar Lima
Equipe da Folha
  Curitiba - Apesar de ter a vantagem de quatro vitórias a mais que o Figueirense nas 11 partidas disputadas até hoje
(duas derrotas e três empates) em campeonatos nacionais, os atletas do Coritiba adotaram a cautela para enfrentar o time da Ilha, hoje, 18h10, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. Com cinco desfalques, sendo quatro por contusões, o técnico Dorival Júnior espera voltar com pelo menos um ponto para casa.
  Os problemas do treinador começam na defesa. Jéci foi operado dos meniscos e ficará mais 15 dias fora, em seu lugar entra Tiago Bernardi, que ainda não havia começado uma partida como titular. No meio, Carlinhos Paraíba foi expulso e em seu lugar deve entrar Ricardinho, deslocado da lateral-esquerda que está sendo disputada por Guaru e Rubens Cardoso, antigo dono da posição.
  O atacante Keirrison, lesionado e afastado por mais duas semanas, juntamente com Marlos, será substituído por Hugo, que entrou na partida contra o Palmeiras e se destacou com Michael.
  No meio de campo, Rodrigo Mancha também está fora, após sofrer um acidente de carro com o lateral Ricardinho. O volante fez uma cirurgia no nariz e será substituído por Douglas Silva na partida de hoje.
  Na opinião de Ricardinho, ser deslocado para o meio de campo não será problema. O atleta já teve experiência anterior na posição e espera ter um bom desempenho. ‘‘Pelo meio poderei ter a liberdade para criar mais, seja por dentro ou pelo lado de fora, nas laterais, servindo como uma boa opção
nas bolas ofensivas’’, afirmou.
  O zagueiro Bernardi terá a missão de substituir Jéci. O atleta disse estar tranqüilo para enfrentar o Figueirense. ‘‘Eles marcaram cinco gols e isso nos faz prestar mais atenção. Fazer cinco gols no Brasileiro mostra que o ataque deles está esperto e espero que possamos marcar bem a equipe deles’’, disse.
  No Figueirense, o goleiro Wilson pediu mais atenção com
o ataque do Coritiba, considerado rápido por ele. O goleiro usou o exemplo da primeira partida, quando o time levou cinco gols e só reagiu no final (empate por 5 a 5 contra a
Portuguesa). ‘‘Nós precisamos ter muita atenção e não deixar que os adversários abram vantagem’’, afirmou.
  A preocupação do técnico Alexandre Gallo são as bolas paradas. ‘‘Temos que ter cuidado para não tomar esse tipo de gol, temos que ter um pouco mais de equilíbrio nas bolas paradas, que têm sido um problema para a gente’’, concluiu.

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