Coritiba põe 'água no chope' do Atlético
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domingo, 26 de abril de 2009
Dimas Rodrigues<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Espetacular, eletrizante, fantástico. Sobram adjetivos para definir o Atletiba de ontem, na Arena. No clássico em que o Atlético poderia conquistar o título do Paranaense foi o Coritiba quem fez a festa e adiou para a última rodada a decisão do campeonato. Motivado pela volta do técnico Renê Simões, ídolo alviverde, substituto do demitido Ivo Wortmann, o Coxa venceu o rival por 4 a 2 e quebrou um tabu de oito anos sem vitórias na Arena - o último trunfo aconteceu em 2001 pelo placar de 3 a 2. Agora, o Atlético precisa vencer o Cianorte para erguer a taça.
Tanto tempo sem perder para o principal rival em casa fez com que o torcedor atleticano preparasse uma festa nas arquibancadas recepcionando a equipe com uma ensurdecedora queima de fogos.
A euforia da torcida, entretanto, não contagiou o time. Aos 3 minutos, o atacante Julio César, desviando de cabeça, falta cobrada por Marcinho, mandou a bola para fora, no lance em que o time indicava que estava no clima das arquibancadas. Porém, a partir dali, o Atlético foi amplamente dominado pelo rival. O Coritiba marcou forte, teve raça e tecnicamente, sobrou, principalmente com o meia Marcelinho Paraíba que com liberdade, articulava as jogadas mais agudas da equipe.
A estrela de Marcelinho começou a brilhar, aos 6, quando Marcos Aurélio cobrou falta, Ariel escorou e o jogador, mandou no canto esquerdo de Galatto que falhou no lance: 1 a 0. Aos 18, Ariel, tocou por cobertura para Marcelinho que, de longe, acertou a trave. Um minuto nada impediu o gol. Netinho cometeu pênalti em Márcio Gabriel e Marcos Aurélio empatou.
Em desvantagem e com um time apático em campo, o técnico Geninho tomou uma atitude drástica e fez três alterações de uma só vez antes do segundo tempo, com Lima, Wallyson e Márcio Azevedo, nas vagas de Julio dos Santos, Julio César e Netinho. As alterações surtiram efeito e o Atlético ressuscitou. Aos 11, Rafael Moura foi lançado por Wallyson e na saída de Vanderley tocou rasteiro: 2 a 1.
Sete minutos depois, Wallyson sofreu pênalti de Leandro Donizete e Marcinho, com categoria, deslocou o goleiro e fez a Arena vir abaixo. Naquele momento, o Nacional vencia o Jotinha, em Rolândia e outro gol significava, uma virada épica que valeria o título.
Na gana de marcar o terceiro, entretanto, o Atlético foi castigado. O Coxa suportou a pressão e mostrou que não tinha desistido de estragar os planos atleticanos. Aos 35, Marcelinho cobrou escanteio e a bola sobrou para Ariel mandar para a rede: 3 a 2. Lima quase empatou, mas aos 46, Marlos, deu o golpe de misericórdia. Ele recebeu de Guaru e mandou para a rede, encerrando, em grande estilo, um clássico que há muito tempo não se via.
EM CURITIBA
Atlético 2
Galatto; Rhodolfo, Antônio Carlos e Chico; Raul, Jairo, Julio dos Santos (Lima), Marcinho e Netinho (Márcio Azevedo); Júlio César (Wallyson) e Rafael Moura. Técnico: Geninho.
Coritiba 4
Vanderlei; Cleiton, Pereira e Felipe; Márcio Gabriel (Rodrigo Heffner), Leandro Donizete, Rodrigo Mancha e Carlinhos Paraíba; Marcelinho Paraíba (Guaru), Marcos Aurélio (Marlos) e Ariel. Técnico: René Simões
Árbitro: Edivaldo Elias da Silva
Estádio: Arena
Renda: R$ 297.870
Público: 22.820 (21.517 pagantes)
Gols: Marcelinho Paraíba (6 do 1º), Marcos Aurélio (20 do 2º), Rafael Moura (11 do 2º), Marcinho (20 do 2º), Ariel (35 do 2º) e Marlos (46 do 2º)


