Curitiba - O sonho acabou para o Coritiba e agora o time enfrenta um final de temporada tenso. Protestos, julgamento de impeachment, dispensa em massa, reformulação. Palavras que vão se revezar no Alto da Glória até 2007, devido à perda da vaga para a Série A no último sábado. Nem mesmo há a certeza de que o técnico Paulo Bonamigo fica para cumprir tabela com o Avaí, no sábado, na rodada de encerramento da Segundona.
O Coritiba precisava vencer o Gama e torcer por derrotas do América/RN, Náutico e Paulista. No entanto, com o time nervoso, o Alviverde não fez sua parte, ficou no 1 a 1, e as chances de subir para a Série A acabaram ao final da tarde do sábado passado. A diretoria preferiu não comentar o desastre depois do jogo.
Quem falou foi o técnico Paulo Bonamigo, que classificou os bastidores do clube de ''barril de pólvora'' e ''campo minado''. Assim como já havia alertado o goleiro Artur, há pouco mais de um mês, o treinador atribuiu a queda de rendimento no segundo turno - a equipe caiu da liderança para a sexta colocação - aos problemas internos, com destaque para as desavenças políticas.
O clima turbulento continua durante esta semana, principalmente porque a Mesa do Conselho Deliberativo deve acelerar o processo de julgamento de impeachment de Gionédis, acusado de fraude na última eleição do clube. Além disso, o atual coordenador de futebol, José Hidalgo Neto - um dos mais criticados pelos torcedores - pode anunciar seu desligamento a qualquer momento.
Somado a isso, continuam as manifestações contra a diretoria. A torcida Império Alviverde divulgou nota pedindo o afastamento de Gionédis, a saída de Bonamigo e dos jogadores Paulo Miranda, Índio, Cristian, William e Luís Paulo. No próximo sábado, o Movimento Unido Coritibano protesta contra o atual presidente usando roupa preta, de luto, com um abraço simbólico ao redor do Estádio Couto Pereira.
E os jogadores visados pela torcida devem encabeçar uma lista de dispensa, de atletas com contrato que encerram no final do ano, como Jackson, Artur, Andrezinho, Leandro, Marcelo Batatais, Ney Santos, Rodrigo Batata e Vinícius. O goleiro Kléber, com vínculo até janeiro de 2007, deve ficar.

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