Coritiba perde o atacante Cléber
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quarta-feira, 17 de dezembro de 1997
Ed Carlos Rocha Curitiba 
O atacante Cléber, destaque do Coritiba no Campeonato Brasileiro, não ficará no clube para a temporada de 98. O passe do jogador, que pertencia ao Mogi Morim, foi vendido ontem para o Mérida, da Espanha, por US$ 3,3 milhões. O Coritiba, que tinha preferência até o próximo dia 31 para contratar o atacante, chegou a oferecer US$ 2,1 milhões.
Agora, o alviverde vai intensificar a busca por um outro atacante. Maurílio e Magrão, que pertencem à Parmalat/Palmeiras, são os mais cotados.
Segundo o supervisor de futebol Roberto Silva, a vinda desses reforços só será definida na próxima semana, já que a Parmalat não quer negociar nenhum jogador antes do término do Campeonato Brasileiro. Silva afirmou também que o Coritiba recusou proposta do Flamengo para levar Claudiomiro por empréstimo.
O Coritiba será o único representante paranaense do Torneio Independência, de 8 de março a 10 de maio, que reunirá Flamengo, Fluminense, Botafogo, Atlético-MG, Cruzeiro, Vitória, Bahia, Goiás, Sport, Grêmio e Inter. Segundo o presidente Joel Malucelli, os clubes irão receber R$ 1 milhão mais uma cota por jogo a ser definida.
Atlético O Atlético não teria sido convidado para participar do Torneio Independência em função da punição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, que vigora até junho do ano que vem. Apesar de a diretoria ter afirmado que tentará anular a punição, o clube não deve participar também da Copa do Brasil. Até da Taça São Paulo de futebol júnior o time está fora. Em função disso, muitos dos juniores foram emprestados ao Lousano Paulista, com o qual o rubro-negro mantém parceria. Outros, profissionais, vão à China passar temporada de adaptação, ao final da qual podem ser emprestados.
Federação O procurador do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) no Paraná, Vicente Paulo Hajaki Ribas, disse ontem que encaminhou à Justiça Federal denúncia-crime contra o presidente afastado da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Rolim de Moura, por apropriação indébita do dinheiro que foi descontado dos funcionários da FPF e que deveria ser repassado ao Instituto. A denúncia já está formalizada na procuradoria da Justiça Federal. A partir de agora, caberá ao juiz analisá-la. Mas diante das evidências que estão nos autos, creio que não haverá dúvida quanto a atribuição da responsabilidade, afirmou.


