Coritiba perde Cléber para a Espanha
Fernando Tupan
A terceira partida da decisão do Campeonato Paranaense pode ser a última partida do atacante Cléber vestindo a camisa do Coritiba. O Bétis, da Espanha, deseja ter o artilheiro a partir de agosto. Se a negociação for concretizada, essa não vai ser a primeira vez em que o jogador pisa em gramados espanhóis. Neto de italianos, o craque coritibano pode ainda obter a cidadania italiana nos próximos meses.
Qualidades para brilhar no velho continente não faltam ao craque: faro para marcar gols, boa colocação, raça, espírito de equipe e sobretudo alegria quando está entre as quatro linhas.
Cléber estava feliz ontem à tarde no CT do Atuba depois de ser procurado pela imprensa espanhola. Sorrindo entrou em campo: Estou fazendo mais que o Ronaldinho e ninguém vê. Dei seis dribles em dois jogos e não se comenta nada. O Ronaldinho, na seleção, dá dois dribles e a imprensa o chama fenomenal. Esperem até segunda-feira. Novidades irão acontecer.
A primeira passagem de Cléber na Espanha acabou sendo tumultuada. O clube não pagava o salário e o caso foi parar na Fifa. O jogador terminou no Atlético, com base numa liminar. O Coxa comprou seu passe, conseguindo junto ao Mérida, à Federação Espanhola e a Liga Espanhola de Futebol, uma certidão atestando que o jogador estava com seus salários em dia; e que a única pendência eram os 15% a que tinha direito quando foi negociado pelo Mogi-Mirim.
Independente da possível transferência, Cléber jura só pensar e sonhar com a faixa de campeão no peito. Quero tirar fotos comemorando o título do Paranaense no Estádio do Pinheirão. O Coritiba vai quebrar o jejum de títulos neste ano.
O técnico Abel Braga permitiu o trabalho dos jornalistas no CT, mas esconde a formação do Coxa para amanhã, no Pinheirão. É certo que Leonardo e Luís Carlos voltam ao time. Sandro tem grandes chances de ser efetivado na zaga. O julgamento pela sua expulsão na primeira partida não aconteceu e ele está liberado para o clássico.
Robert deve ficar como opção no banco de reserva. Ontem o garoto de 18 anos, há dois anos no Coritiba, ainda saboreava a notoriedade pelo gol marcado contra o Paraná. Profissionalizado há apenas três meses, o atacante acredita estar indo no caminho certo. Após conversar com jornalistas, o supervisor Munir Caluf deu um conselho ao atleta: Não se iluda com entrevistas.





