Coritiba não canta vitória antes da hora
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segunda-feira, 28 de abril de 2008
Luciano Balarotti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Nada de cantar vitória antes da hora. Mesmo sem esconder a alegria pela boa vitória no jogo de ida da final do Estadual contra o Atlético, o Coritiba quer deixar a euforia para a torcida, e Dorival Júnior cobra concentração total para a decisão na Arena.
O treinador não admite o favoritismo do Coxa ao título - pela vantagem de poder perder por um gol de diferença no segundo jogo - e ressalta a campanha atleticana ao longo do campeonato como fator de desequilíbrio. ''O resultado não nos deixa mais favoritos. Na Baixada as pressões serão ainda maiores. Se alguém se credenciou para esse título foi o Atlético. Não tenho dúvidas que lá será ainda mais difícil'', afirma o treinador, que aguarda para os próximos dias a chegada do lateral-esquerdo Guaru, que se destacou pelo Toledo e está próximo de acertar com o clube alviverde.
Para a decisão, Júnior terá Rodrigo Mancha novamente à disposição. Já Leandro Donizete e Marcos Tamandaré seguem se recuperando de lesões e devem ser liberados para o jogo. Com isso, o técnico estuda algumas modificações em relação a equipe que começou a primeira partida. O jovem Dirceu pode sair do meio-campo. Outro que corre risco de ser sacado do time é o atacante Thiago Silvy, já que o técnico gostou da apresentação de Marlos - um dos jogadores decisivos para a vitória sobre o arqui-rival - e pode adotar o esquema 3-6-1.
Mas os maiores elogios do comandante alviverde couberam aos atletas que balançaram as redes no domingo. ''Foi um chute indefensável que fez a diferença, de uma felicidade muito grande'', fala Júnior sobre o golaço de Carlinhos Paraíba, antes de destacar a capacidade de finalização de Keirrison. ''Dentro da área ele decide''.
Outro fator sempre destacado pelo técnico é a união do elenco, que mesmo ''tendo muito a evoluir ao longo dos jogos'', segundo Júnior, vive momento ascendente. Para ''fechar'' mais ainda o grupo, a diretoria armou uma surpresa antes do jogo no Couto Pereira, com familiares dos atletas os recebendo no vestiário com palavras de apoio e incentivo. ''Muitas vezes a parte psicológica conta até mais do que a técnica ou tática. Isto mexeu muito com a gente e nos mostrou que podíamos vencer'', resume Pedro Ken. E novas surpresas devem ser preparadas para o jogo de volta, que pode selar a conquista do título.


