A torcida, a diretoria, os jogadores e toda comissão técnica do Coritiba esperam que amanhã o time desencante na Copa João Havelange e consiga a primeira vitória. Pelo andar da carruagem, o time não precisa sequer jogar bem, bastariam apenas os três pontos que o livraria das últimas posições. O adversário é o Gama, time que foi sensação da competição muito antes dela começar por causa das inúmeras vitórias no campo jurídico. Dentro de campo, a equipe de Brasília vem fazendo uma campanha regular, conseguindo até agora duas vitórias e duas derrotas, a última diante do Atlético-PR em casa.
Pouco mais de 12 horas depois da derrota para o Goiás, os atletas do alviverde já voltavam aos trabalhos no Centro de Treinamento da Graciosa. Para quem jogou no Serra Dourada, apenas uma leve corrida, além de relaxamento na hidromassagem. Quem não jogou ou entrou no decorrer da partida participou de um treino coletivo contra os juniores. Entre os titulares, atuaram os reforços Da Silva, Djames, Cris, Picoli, Lico e Daniel, que puderam ser observados mais de perto pelo técnico Paquito.
Hoje os atletas voltam a fazer um trabalho técnico no gramado do Couto Pereira, quando o técnico Paquito deve definir o time. Por enquanto, a única baixa é o meia Leandro Tavares, que ainda sente dores no tornozelo e tem dificuldades para caminhar. O meia Ânderson deve ser confirmado na posição.
O novo reforço para a lateral-esquerda, Vítor, 26 anos, que veio do Atlético Mineiro, chegou ontem e já se assustou com o frio de Curitiba. Segundo ele, a transferência para o Coritiba acontece em boa hora. Ele assinou contrato de um ano com passe fixado. ‘‘Espero fazer um bom campeonato e também um bom Paranaense para continuar na equipe’’. Sobre uma possível pressão da torcida coritibana, que anda triste com as atuações e resultados da equipe, Vítor disse que espera conseguir o apoio e a confinaça dos torcedores jogando bem. ‘‘Toda torcida de um grande clube, que está acostumada a grandes vitórias, é exigente, mas estou preparado para honrar a camisa do Coritiba’’, disse.
Vítor disse que sua maneira de jogar depende muito do esquema tático que o treinador utilizar. ‘‘Gosto muito de apoiar, mas tenho boa noção de marcação’’, disse. ‘‘O futebol atual necessita de laterais que saibam ser firmes na zaga e com boa técnica para chegar à frente’’, afirmou.

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