Fernando Tupan Marcos Freitas
O maior e mais tradicional clássico do futebol paranaense não vai decidir o título deste ano. Atlético e Coritiba encontram-se na semifinal, com a vantagem sendo do time alviverde, que joga por três empates e com a possibilidade de fazer os dois últimos jogos em seu estádio. O Atlético é o atual campeão paranaense e o Coritiba está há dez anos correndo atrás de um título.
O rubro-negro iniciou o Campeonato Paranaense com um time reserva, já que disputava simultaneamente a Copa Sul Brasileira e a Copa do Brasil. Na estréia, um magro um a um com o Malutrom, em pleno Pinheirão, em Curitiba. Na segunda rodada, o Atlético pegou o Batel em Guarapuava e venceu, 3 a 1, com uma equipe reserva. Na semana seguinte outra vitória em casa, 2 a 1 sobre o Rio Branco.
Quando todos os jogadores considerados titulares voltaram, o Atlético perdeu para o Coritiba, no Alto da Glória, por 1 a 0, decepcionando sua torcida. Os atleticanos saíram da Copa Sul e entraram na Copa do Brasil, o técnico Antônio Clemente resolveu poupar novamente os jogadores. Novos jogos com uma equipe mista.
Somente a partir da penúltima rodada da fase de classificação, contra o Francisco Beltrão, é que o considerado time titular passou a ser escalado. O Atlético venceu apertado por 3 a 2. Na última partida outra vitória, 3 a 1 sobre o Matsubara. Na primeira partida dos playoffs, uma vitória tranquila sobre o Operário, em Ponta Grossa. Em compensação na segunda, um sufoco. O rubro-negro conseguiu um gol chorado, aos 45 minutos do segundo tempo.
O ponto alto do Atlético neste ano foi a revelação de jogadores. No início do ano ninguém acreditava que o time voasse tão longe. Os jogadores que formam a base: Flávio; Alberto, Reginaldo, Gustavo e Luizinho Neto; Clóvis, Jean, Adriano, Sandoval; Lucas e Kelly não valiam o quanto pesam hoje, ainda mais com a adição do centroavante Kléber, vice-artilheiro da competição.
Com a equipe titular disputando a Copa do Brasil e o Sul Brasileiro, outros garotos, se destacaram, como Douglas, Araújo, Marcelinho, Kléberson, Jean, Valcicley e William. Jean se firmou como titular, mas depois se machucou e perdeu a posição. Kléberson despontou como craque, pena que ele disputa posição com atletas do quilate de Adriano, Kelly e Sandoval.
O Coritiba começou o campeonato com a dura missão de dar um título à sua torcida que não o comemora há exatos dez anos. A boa campanha na primeira fase da Copa Sul Brasileiro de também no início do paranaense credenciavam o alviverde para o título. Mas as contusões, a saída do técnico Mauro Fernades e os maus resultados fizeram o Coritiba passar por uma crise.
A chegada de Abel Braga, que disse ter vindo para ser bicampeão do estado, - foi campeão no ano passado dirigindo o Atlético - acertou o time o fez do Coritiba a melhor equipe nos playoffs com duas vitórias e nenhum gol sofrido. Agora, tenta dar à torcida a tão sonhada conquista do título de campeão paranaense no ano em completa 90 anos de existência. Para isso terá que desclassificar seu maior rival, o Atlético, para depois sonhar com a final e com o tão almejado título.
O Coritiba se credencia para chegar ao título baseando-se nas últimas partidas. A volta quase certa de Basílio e Darci ao time titular aumenta o ânimo coritibano. Mas é na presença do comando técnico de Abel Braga que o alviverde espera conquistar o título, o primeiro e último desta década.

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