Coritiba conquista o bi paranaense
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domingo, 18 de abril de 2004
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Em jogo tenso e emocionante, o Coritiba empatou em 3 a 3 com o arqui-rival Atlético e conquistou ontem o bicampeonato paranaense. É o 32º título do Alvierde em 90 anos de história do Campeonato Estadual. Apesar do empate, para jogadores e torcida coxa-branca, o bicampeonato na casa do adversário o Estádio Joaquim Américo teve um gostinho todo especial.
Em toda a história do campeonato, foi a primeira vez que o Alviverde levantou a taça e deu a volta olímpica na Arena da Baixada. No primeiro jogo da final, o Coxa venceu o Atlético por 2 a 1. A torcida rubro-negra, que fez a festa durante a maior parte do jogo, saiu irritada de campo e acabou se excedendo. Alguns torcedores quebraram cadeiras do estádio.
O Coritiba, que tinha a vantagem do empate, abriu o placar aos 17 minutos, com um gol de Jucemar. A jogada começou com o trio de ataque Tuta, Luís Mário e Aristizábal , mas a bola sobrou para o lateral bater no canto direito do goleiro Diego.
A alegria dos alviverdes durou pouco. Aos 24 minutos, depois de uma cobrança de escanteio, Rogério Corrêa, mandou a bola para o fundo da rede. E dois minutos depois, em outra jogada de bola parada, desta vez uma cobrança de falta, Jádson subiu junto com o goleiro Fernando, que não segurou, e o jogador rubro-negro virou a partida.
O Coritiba não desanimou e aos 35 minutos empatou com um gol de Tuta. Adriano ganhou dos meias Fernandinho e Jádson e fez o cruzamento para Tuta marcar com um chute certeiro. Foi a estréia do ex-atleticano, com a camisa do Coxa, no clássico Atletiba.
No final do primeiro tempo, aos 46 minutos, o Atlético reassumiu a vantagem. Jádson bateu a falta para Igor desviar de cabeça e marcar.
O técnico Antônio Lopes e os jogadores saíram de campo reclamando da arbitragem de Marcos Tadeu Mafra, que teria marcado faltas próximas da área a favor do Atlético, que não existiram. Dois gols rubro-negros aconteceram em cobranças de faltas.
O Coritiba começou a etapa final da partida pressionando mais, mas o placar ficou inalterado até os 31 minutos, quando novamente o atacante Tuta, considerado o homem do jogo, marcou de cabeça, empatando a partida em 3 a 3, resultado que garantiu o título ao time alviverde. Minutos antes, em um dos lances mais polêmicos do clássico, os jogadores do Coxa reclamaram um pênalti, que o árbitro Marcos Tadeu Mafra não marcou.
Foi a 11 vez que Atlético e Coritiba se enfrentaram na final do Paranaense. O primeiro Atletiba aconteceu em 8 de junho de 1924. Com o título em 2004, o Coxa completa sua quinta vitória, diminuindo a vantagem do Atlético, que mantém seis vitórias nas finais do campeonato estadual com o rival Coritiba.
Em Curitiba
Atlético 3
Diego; Alessandro Lopes, Rogério Corrêa e Igor; Fernandinho, Alan Bahia, Ramalho, Jadson (André Luiz) e Marcão; Washington (Dagoberto) e Ilan. Técnico: Mário Sérgio
Coritiba 3
Fernando; Jucemar, Miranda, Reginaldo Nascimento e Adriano (Ricardinho); Márcio Egídio (Pepo), Ataliba e Luiz Carlos Capixaba (Rodrigo Batata); Luiz Mário, Tuta e Aristizábal. Técnico: Antônio Lopes
Árbitro: Marcos Tadeu da Silva Mafra
Estádio: Arena da Baixada
Renda: R$ 270.650 (19.970 pagantes)
Gols: Jucemar (17 do 1º), Rogério Corrêa (24 do 1º), Jadson (27 do 1º), Tuta (35 do 1º e 31 2º) e Igor (47 do 2º)


