Curitiba - Dono da melhor campanha no Estadual e invicto há 16 jogos, o Coritiba tenta encerrar, fora de casa, a hegemonia do Paranavaí diante dos clubes da capital. Tarefa nada fácil diante da bem armada equipe de Amauri Knevitz, que conta com o apoio da torcida para vencer e reverter a vantagem do empate no jogo de volta.
Depois de sofrer com a desconfiança de sua própria torcida, ampliada com a irregularidade nas primeiras partidas sob o seu comando, Guilherme Macuglia se firmou e levou o Coxa à fase decisiva. Mesmo sem encantar, a equipe tem padrão de jogo e não perde desde o dia 14 de fevereiro, quando sucumbiu diante do Caxias, por 2 a 1, em jogo válido pela Copa do Brasil. Daí em diante foram dez vitórias e seis empates, que valeram a liderança geral do Estadual, com 40 pontos, e a classificação às oitavas na competição nacional.
Menos cotado que Atlético e Paraná no início da temporada, e com um elenco renovado, o Coritiba precisa provar sua força nos momentos decisivos. Mas chega à semifinal com uma série de jogadores contundidos. Além de Edmilson e Leandro, afastados há algumas rodadas, Anderson Lima, Caíco, Marlos, Rodrigo Mancha, Anderson Gomes, MuÀoz, Hugo, Henrique e Luizão têm problemas físicos, e dependem da liberação dos médicos. Por isso, o treinador pode repetir o esquema que funcionou contra o Paraná, com Túlio na lateral-direita, Daniel Cruz na esquerda e Douglas Silva na meia.
Se o adversário surpreendeu, o Paranavaí não ficou para trás e desbancou equipes apontadas como as mais fortes do interior, como Adap Galo e Cianorte. Knevitz armou um time forte na marcação e rápido nos contra-ataques, apoiados em uma dupla de goleadores. Características que, além de garantir um lugar nas finais, criaram problemas para o Trio de Ferro. Em cinco partidas diante de Atlético, Coritiba e Paraná, o Vermelhinho contabilizou três vitórias e dois empates e agora tem o desafio de fazer a taça deixar a capital depois de 15 anos.
A última conquista interiorana foi em 1992, com o Londrina. Em 2002 o Iraty venceu o Estadual, mas a competição não contou com as principais equipes, que só entraram na disputa do Supercampeonato, conquistado pelo Atlético.
Desfalcado apenas do zagueiro Robenval, suspenso, o clube vai a campo com força quase máxima e conta com o fator campo e as voltas de Gilberto Flores e Diego Correia para surpreender o Coxa. Além da vaga na grande final, repetindo a melhor campanha da história do clube, a disputa vale também como vingança pela decisão de 2003, quando o ACP perdeu o título na decisão contra o Coritiba.



EM PARANAVAÍ

Paranavaí

Vanderlei; Rodrigo de Lazzari, Rones e Diego Correia; Gilberto Flores, Márcio, Tales, Agnaldo e Roque; Tiago e Edenilson. Técnico: Amauri Knevitz

Coritiba

Artur; Anderson Lima (Daniel Cruz), Henrique (Ozéia), Luizão (Douglão) e Douglas Silva; Rodrigo Mancha, Juninho, Túlio e Pedro Ken; MuÀoz (Igor) e Keirrison; Técnico: Guilherme Macuglia

Árbitro: Antônio Denival de Moraes
Estádio: Waldemiro Wagner
Horário: 16 horas

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