Mário CésarPouco serviçoA fragilidade do ataque do Londrina facilitou a tarefa do goleiro Régis, que pratica a defesa Depois da derrota de ontem diante do Coritiba (3 a 0), o público que compareceu ao Estádio do Café constatou que o Londrina, penúltimo colocado, não tem mais jeito no Campeonato Paranaense.
A fúria dos torcedores, que vaiaram os jogadores e tentaram agredir dirigentes da Sociedade Amigos do Londrina (SAL), refletiu o clima tenso que tomou conta das arquibancadas. Ao ouvir os gritos de ‘‘sem vergonha, sem vergonha’’, que tinham como alvo alguns representantes da SAL alojados nas tribunas, o diretor Mauro Viotto saiu em defesa dos companheiros. ‘‘A torcida tem o direito de vaiar, mas, como homem, não aceito ofensas e ameaças pessoais’’, reagiu.
Em campo, o Londrina não escondia o complexo de inferioridade contra um time que não precisava mostrar lá essas coisas para manter o jogo sob controle.
O Coritiba sentiu as limitações do Londrina. Aos 28 minutos do primeiro tempo, Claudinho abriu a contagem, ao concluir uma cobrança de escanteio. O Londrina se desorganizou ainda mais. Aos 37, João Santos recebeu o lançamento de Sinval, correu pelo meio e bateu como quis: 2 a 0.
Aos 19 da segunda fase, Claudinho surgiu na pequena área e, de voleio, completou o bate-rebate: 3 a 0. Hoje, a SAL se reúne para discutir a crise.Londrina 0
Rogério; Cambé, Zé Luciano, Souza e Leandro; Marco Antônio, Paulo Sérgio (Fernando), Arnaldo e Rodrigo (Nedson); Luiz Carlos e Adriano (Valmir). Técnico: Lico

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