Curitiba - Treinos e mais treinos. Assim é a rotina de Coritiba e Paraná neste fim da metade inicial da temporada. Trabalho cotidiano com metas bem diversas, já que o Coxa se prepara para disputar o título estadual enquanto o Tricolor só pensa na Série B nacional.
Totalmente concentrado na ''final'' do Campeonato Paranaense, como está sendo chamado o duelo de domingo com o Atlético, o Coritiba vive a expectativa de conquistar o título com uma rodada de antecipação, desde que vença o principal rival. Às vésperas do jogo que pode lhe garantir a taça, Ney Franco tem o time praticamente escalado, apesar de não revelar suas opções. Como Pereira voltou aos treinos, a tendência é que o técnico escale todos aqueles considerados titulares, faltando apenas decidir se o ''xerifão'' começa jogando no lugar de Démerson. Lucas Mendes deve seguir na dupla fução de zagueiro e lateral-esquerdo.
''Decisão tem que ter coração, alma, sangue e saber controlar a adrenalina e aquele friozinho na barriga. Não tem cansaço, dor ou desgaste'', adianta Jéci, garantido entre os onze que irão a campo no clássico.
Jogo que terá várias restrições à circulação nos arredores do Couto Pereira. Para evitar novos atos de violência, comuns nos clássicos locais, a Polícia Militar determinou a criação de um cinturão de segurança ao redor do estádio, em que só entrarão torcedores com ingressos e moradores. O uso de qualquer adereço de torcidas organizadas segue proibido e os estabelecimentos comerciais que vendem bebidas alcoólicas nas proximidades do Couto serão impedidos de funcionar no domingo. Apesar disso, e da promessa de envolver mil policiais em todo o sistema de segurança, não foi revelado um plano de contenção aos distúrbios em outras regiões da cidade, mais frequentes até do que as brigas nas proximidades da praça esportiva.
Com os devidos cuidados extracampo, os atletas concentram-se na disputa dentro do gramado e prometem recuperar a imagem do clube, arranhada pela baderna de alguns torcedores após a queda para a Série B do Brasileiro, no ano passado. ''Quatro meses atrás, no mesmo palco que hoje pode nos dar o título, aquilo teve uma repercussão negativa muito grande. Nós que passamos aquele momento difícil esperamos que isso possa se reverter'', conta Leandro Donizete.
Bem menos envolvido com a reta final do Estadual, o Paraná utilizará os dois últimos jogos da competição como preparação para a Segundona. Como não pode escalar nestas partidas os reforços que chegam ao clube - ontem foi a vez do atacante Somália, que veio do futebol carioca - Marcelo Oliveira pode testar alguns atletas que pouco jogaram sob o seu comando. E já não deverá contar com o meia Élvis, emprestado ao Botafogo, e Pará, que vai para o Avaí.

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