Corintianos vão ao CT cobrar jogadores
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Vítor Marques<br>Agência Estado 
São Paulo - A derrota para a Ponte Preta por 2 a 0 provocou estragos no Corinthians. Um grupo de integrantes das organizadas corintianas conversou com os alguns jogadores do elenco antes do treino de ontem no CT Joaquim Grava. A diretoria do clube permitiu a entrada dos torcedores e o bate-papo com os atletas. A "reunião" durou cerca de 15 minutos. Depois disso, os torcedores foram embora e os jogadores iniciaram o treinamento.
"Recebemos um grupo de torcedores que vieram entender o que está acontecendo, porque a gente não vence há alguns jogos. Eles foram recebidos por mim, pelo Duílio e pelo Edu, foi um papo tranquilo", disse o diretor de futebol do clube, Roberto de Andrade, citando o diretor adjunto Duílio Monteiro e o gerente Edu Gaspar. "Mostramos a eles que não existe um problema detectado (no elenco). Depois disso, vieram cinco atletas (Alessandro, Ralf, Paulo André, Danilo e Douglas), que conversaram com os torcedores. Eles queriam entender porque fizemos um grande jogo contra o Flamengo e depois caímos de produção."
Roberto de Andrade disse que não vê problema em permitir a entrada de um grupo de torcedores no CT, desde que tudo ocorra sem violência. A torcida já tinha ido ao local durante a madrugada, logo depois da derrota por 2 a 0 para a Ponte Preta, na noite anterior, em Campinas. "O torcedor faz parte do futebol e conversar não tem nada demais. Não sou contra a conversa, sou contra a agressão", explicou o diretor.
Segundo o dirigente, a queda de rendimento do time não tem relação com indisciplina de jogadores ou um possível desentendimento do grupo com o técnico Tite. "Quase todos os atletas tiveram uma queda de rendimento ao mesmo tempo, e hoje o futebol se ganha em detalhes. E às vezes a bola não quer entrar", lamentou Roberto de Andrade, após o Corinthians ter somado a terceira derrota seguida no Brasileirão.
Alternativas
Blindado e ainda respaldado pela diretoria, o técnico Tite afirmou que seu trabalho é achar uma fórmula para que o Corinthians volte a jogar bem, afastando, por ora, possibilidade de deixar o comando da equipe por pressão externa.
"Se eu ficar pensando em todas as possibilidades, não vou conseguir buscar o que é melhor para o Corinthians", disse ao responder uma pergunta se ele poderia perder o emprego depois de mais um resultado ruim. "O meu trabalho é esse, é tentar buscar alternativas. É projetar uma outra maneira de atuar, um sistema remodelado, sem ser um professor Pardal."


