São Paulo - Com toda a vergonha, como se estivesse cometendo um pecado, a comissão técnica do Corinthians promoveu um churrasco com direito a música muito alta na concentração de Extrema, em Minas Gerais. Tudo foi feito para esconder dos jornalistas que os atletas que acabaram de dar um dos maiores vexames da história corintiana no Campeonato Paulista iriam deixar de treinar para se esbaldar com a festança na piscina.
Festejaram à tarde e também ficarão de folga nesta manhã. ''Vocês da imprensa têm de ir embora. Ninguém pode chegar perto. Sabemos que os jornalistas estão aqui para complicar a nossa vida'', ameaçava um dos 12 truculentos seguranças contratados pela diretoria.
Do lado de fora do hotel-fazenda era possível ouvir a música alta e dos morros ao redor se via a fumaça saindo da churrasqueira. Não se compreende o motivo de tanta animação. Na quarta-feira, os reservas perderam para o Barueri, time da quarta divisão, por 1 a 0.
Ontem pela manhã, o time titular havia feito um péssimo treino. Oswaldo de Oliveira apostava na exata escalação que envergonhou os torcedores no Paulista. Fábio Costa, Rogério, Ânderson, Váldson e Vinícius; Fabrício, Fabinho, Rincón e Rodrigo; Jô e Gil. O coletivo foi um horror. Os titulares ganharam dos reservas repetindo o mesmo placar do Barueri, gol de Rincón.

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