Corintianos sentiram falta da 'malandragem'
São Paulo, 28 (AE) - A derrota para o Palmeiras serviu para os jogadores do Corinthians sentirem na pele que os obstáculos para se ganhar a Taça Libertadores da América vão além do adversário que se enfrenta em campo. O zagueiro Gamarra já tinha alertado semana passada que uma boa dose de malandragem era necessária para conseguir o sucesso em um torneio marcado por arbitragens confusas e jogos tumultuados.
O próximo jogo do Corinthians na Libertadores será contra o Cerro Porteño, dia 10, no Pacaembu. Depois, faz novamente o clássico contra o Palmeiras antes de viajar para Assunção para pegar os adversários paraguaios (Cerro Porteño e Olímpia). No dia 9 de abril, encerra sua participação na primeira fase diante do Olímpia, em São Paulo. "Não vamos ter vida fácil em nenhum momento da competição", afirmou o capitão Gamarra, que conhece bem os times que o Corinthians vai enfrentar. "Cerro e Olímpia têm muita tradição na Libertadores, conhecem os segredos desta competição, vão proporcionar jogos muito difíceis tanto aqui quanto lá", previu.
Gamarra ficou revoltado com a forma como o Corinthians foi derrota para o Palmeiras, no último sábado. Ele teve participação direta no polêmico lance que deu origem ao gol da vitória do adversário. "Dói demais pensar que ficamos uma semana longe da família para conseguir o triunfo sobre o Palmeiras e em um minuto vem o árbitro e estraga todo o nosso trabalho", reclamou o paraguaio.
O meia Marcelinho Carioca não se conforma com sua expulsão no clássico. O jogador não conseguiu controlar os nervos ao ver seu gol anulado. "Não tenho nem o que falar sobre aquele lance, a TV mostrou que o gol foi legal", esbravejou Marcelinho. Dessa vez, os companheiros compreenderam a atitude do jogador, que vai desfalcar o Corinthians no jogo contra o Cerro Porteño.
Perdão - Os companheiros perdoaram a atitude de Marcelinho, que ofendeu o assistente José Carlos de Oliveira por marcar impedimento no lance. Marcelinho acusou o assistente do árbitro de querer aparecer mais que os jogadores. "Cada um tem um temperamento diferente, é difícil julgar", comentou Edílson. "Mas é normal o cara ficar nervoso num momento daqueles." Apesar do descontrole emocional de alguns jogadores com as marcações do árbitro Francisco Dacildo Mourão e da pouco produtividade ofensiva da equipe no clássico, o técnico Evaristo de Macedo ficou satisfeito com o desempenho do Corinthians na sua estréia no comando do time.
"Valeu pelo espírito de luta da equipe", destacou Evaristo. "A partir de agora, tenho certeza de que vamos subir." O otimismo é a arma do novo técnico corintiano no combate à decepção que abateu os jogadores após a derrota para o Palmeiras. Evaristo tenta recompor a equipe para a estréia no Campeoanto Paulista, domingo que vem. Ele espera pela recuperação do lateral-esquerdo Silvinho, que não jogou contra o Palmeiras por causa de uma lesão muscular.





