São Paulo - Danilo não admite, em hipótese alguma, ser considerado intocável ou o diferencial do Corinthians, como o técnico Tite já disse algumas vezes. Mas bastou uma apresentação ruim diante do Atlético Goianiense, na última quarta-feira (1 a 1, em pleno Pacaembu), para não apenas o treinador mas todos reconhecerem que o time desanda sem ele em campo.
Com dores na panturrilha direita, Danilo não enfrentou os goianos. E nesta quinta, no CT do Parque Ecológico, continuava entregue aos médicos, fazendo tratamento intensivo para voltar diante do Coritiba, neste domingo, em Curitiba.
Com seu artilheiro da temporada, com quatro gols, impossibilitado de atuar, coube apenas a Douglas armar as jogadas. Resultado: futebol bem abaixo do esperado, diante de um rival inferior tecnicamente, e vaias para Douglas, que sozinho pouco fez e viu a torcida, ironicamente, aplaudir a sua substituição.
''Realmente o Danilo fez muita falta. Ele sabe cadenciar e ajuda muito ali no meio'', afirmou o atacante Jorge Henrique, que não pensou em criticar a entrada do centroavante peruano Guerrero e sim ressaltar quanto o titular é importante.
Apesar de sempre falar da força do grupo, do espírito de equipe, Tite também não escondeu o que perdeu sem seu camisa 20. ''Eu vou dizer no que faz falta: com ele a bola bate na frente e fica. Ele tem a característica de retenção e isso dá tempo de a equipe toda sair (da defesa se reposicionar). Com dois homens de velocidade, vamos ter a bola aberta, mas não a que prende'', afirmou o treinador.
O que ele quis explicar é que com Danilo a bola chega na frente e fica com o time, não dando oportunidade dos contragolpes - o Atlético Goianiense teve vários no Pacaembu. Guerrero, ainda buscando entrosamento, é aquele jogador que espera a bola chegar.
Danilo, apesar de alguns acharem lento, é o que menos erra passes no grupo, que garante a bola cadenciada, a armação e também aparece com oportunismo para cabecear. Fez vários gols assim. E ainda defende. Com sua volta, Tite já estuda deixar Guerrero ao lado de apenas um jogador de velocidade, Jorge Henrique ou Romarinho, com a preferência para o primeiro.

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