Corintianos se conformam com derrota
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2002
Agência Estado 
São Paulo - O clima no vestiário do Corinthians era de conformismo apesar da perda do título do Campeonato Brasileiro. Tanto os jogadores quanto o treinador Carlos Alberto Parreira, que deixaram rapidamente o Morumbi, reconheceram a superioridade santista nas duas partidas da decisão.
''Não dá para desmerecer a conquista do Santos. Soube crescer no momento certo, e das seis partidas do mata-mata desde as quartas-de-final venceu cinco'', comentou Parreira, admitindo que a derrota por dois gols de diferença no primeiro confronto da final criou uma situação muito complicada para que a equipe pudesse sonhar com a reversão do quadro.
''O jogo foi hoje (ontem) foi emocionante, mas o resultado não retratou o que as duas equipes apresentaram dentro de campo''.
O treinador ressaltou que a equipe teve dignidade. ''O Santos estava embalado e eu já sabia que o Corinthians não dependeria apenas da marcação de um gol mas de cuidados para não sofrer outro. Mesmo assim, tivemos quatro, cinco chances reais para decidir, mas o Fábio Costa esteve em uma tarde fantástica. Realizou vários milagres. ''
Parreira confessou também que após o Corinthians marcar o segundo gol com Ânderson chegou a pensar no título. ''Foram seis minutos de sonho. Mas paciência. O Santos esteve bem e não sentiu a perda do Diego no início. O Robert é experiente e entrou bem''.
Nitidamente abatido, Gil também reconheceu que o título acabou ficando em boas mãos. ''Não deu, fazer o que? Estou chateado, mas o Corinthians saiu de campo de cabeça erguida. O trabalho desenvolvido durante toda a temporada foi ótimo, chegamos a três finais em três campeonatos. Hoje (ontem), estávamos vencendo a partida e tínhamos chance de nos consagrar. Mas o time teve que se expor e o Santos acabou se aproveitando''.
O atacante ressaltou a qualidade da renovação imposta ao time da Vila Belmiro para este campeonato. ''O futebol vive de renovação, e o Santos trabalhou bem neste sentido. Não há como contestar o mérito do adversário. Mas o Corinthians vai terminar o ano como vencedor também. O grupo está deixando o Morumbi ciente de eu fez o melhor que poderia''.
Gil invocou também o retrospecto envolvendo as duas equipes nos últimos anos, totalmente favorável ao Corinthians. ''Desta vez chegou a vez do Santos. Mas o momento é de prosseguir, em 2003 teremos um ano cheio, com a disputa da Taça Libertadores da América. Passamos por momentos complicados nos últimos meses. Os salários atrasaram e a diretoria se esforçou demais para manter a tranquilidade dentro do elenco. Uma situação que raramente havia sido verificada dentro do clube''.
Apesar de duas derrotas para o Santos, o atacante ressaltou a qualidade do time do Corinthians. ''Todos estão de parabéns. Não há ninguém que possa contestar nosso rendimento, que foi maravilhoso''.


