Corintianos rejeitam favoritismo e prevêem 3 jogos
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sexta-feira, 12 de novembro de 1999
Por Emerson Couto 
São Roque, SP, 12 (AE) - Apesar da melhor campanha na fase de classificação, as vantagens de empate na etapa decisiva e um favoritismo apontado por muitos, os corintianos projetam um caminho nada fácil de ser percorrido até o bicampeonato brasileiro. Para o técnico Oswaldo de Oliveira e alguns jogadores, vencer os playoffs em apenas dois jogos, ou seja, duas vitórias, é uma hipótese que não está sequer sendo levada em consideração.
"Programamos o trabalho para três partidas", conta Oswaldo. "Se ganharmos o primeiro jogo, no entanto, podemos até pensar em decidir em duas partidas." Edílson até gostaria de eliminar o terceiro confronto diante do Guarani. A equipe ganharia mais tempo para se preparar para a semifinal, segundo ele. "Dificilmente, porém, alguma equipe vai conseguir isso", prevê o atacante.
Edílson lembra que, nas fases de playoff no ano passado, o Corinthians só conseguiu vencer o Grêmio, no primeiro jogo, fora de casa - 1 a 0, pelas quartas-de-final. Diante de Santos e Cruzeiro, não ocorreu o mesmo. "Contra o Grêmio, ainda perdemos o segundo jogo por 2 a 0 e tivemos de ganhar o terceiro de qualquer maneira para ficar com a vaga", recorda Edílson.
PAZ E DÚVIDAS - Depois de alguns dias tumultuados, recentemente, com protestos da torcida e até ameaças de agressão a atletas, os corintianos voltaram a encontrar a paz. Hoje, a delegação curtiu o refúgio na pacata São Roque. Só a chuva atrapalhou um pouquinho. "É um momento de concentração dos jogadores", definiu o treinador. Depois do jogo de domingo, contra o Guarani, em Campinas, a equipe deve voltar para o interior, mas segue para uma outra cidade.
Oswaldo está tranquilo. Sua única preocupação é saber se o atacante Luizão, artilheiro do Corinthians no Campeonato Brasileiro, com 17 gols, poderá estar em campo contra o Guarani. Contra o Coritiba, quarta-feira, o jogador acusou uma contratura muscular na coxa direita. Hoje, passou o dia no quarto do hotel, fazendo tratamento. "Se o jogo fosse amanhã (13), ele não jogaria", garante o treinador.
Segundo Oswaldo, o caso de Luizão inspira cuidados e, apesar do quadro de melhora, o prazo para a recuperação é curto. "É uma contagem regressiva", diz. Se até a hora da partida, Luizão continuar sem condições de jogo, ele será poupado para outras partidas. Dinei e Fernando Baiano, então, entram em cena e lutam por uma vaga no time titular.
Fernando Baiano, que suporta os 90 minutos sem problemas
saiu na frente, de certa forma. "O Dinei é experiente, desequilibra um jogo e isso o credencia para brigar pela vaga também", explica Oswaldo. Nenê, recuperado de uma contusão no joelho direito, está confirmado e Augusto segue na lateral-esquerda, no lugar de Kléber. Na lateral-direira, Oswaldo ainda não sabe se escala Índio ou César Prates.


