Agência Estado
De São Roque, SP
Apesar da melhor campanha na fase de classificação, as vantagens de empate na etapa decisiva e um favoritismo apontado por muitos, os corintianos projetam um caminho nada fácil de ser percorrido até o bicampeonato brasileiro. Para o técnico Oswaldo de Oliveira e alguns jogadores, vencer os playoffs em apenas dois jogos, ou seja, duas vitórias, é uma hipótese que não está sequer sendo levada em consideração.
‘‘Programamos o trabalho para três partidas’’, conta Oswaldo. ‘‘Se ganharmos o primeiro jogo, no entanto, podemos até pensar em decidir em duas partidas.’’ Edílson até gostaria de eliminar o terceiro confronto diante do Guarani. A equipe ganharia mais tempo para se preparar para a semifinal. ‘‘Dificilmente, porém, alguma equipe vai conseguir isso’’, prevê o atacante.
Edílson lembra que, nas fases de playoff no ano passado, o Corinthians só conseguiu vencer o Grêmio, no primeiro jogo, fora de casa – 1 a 0, pelas quartas-de-final. Diante de Santos e Cruzeiro, não ocorreu o mesmo. ‘‘Contra o Grêmio, ainda perdemos o segundo jogo por 2 a 0 e tivemos de ganhar o terceiro de qualquer maneira para ficar com a vaga’’, recorda Edílson.
Depois de alguns dias tumultuados, com protestos da torcida e até ameaças de agressão a atletas, os corintianos voltaram a encontrar a paz. Ontem, a delegação curtiu o refúgio na pacata São Roque. Só a chuva atrapalhou um pouquinho. Depois do jogo de amanhã, contra o Guarani, em Campinas, a equipe volta para o interior.
Oswaldo está tranquilo. Sua única preocupação é saber se o atacante Luizão, artilheiro do Corinthians, com 17 gols, poderá estar em campo contra o Guarani. Contra o Coritiba, na quarta-feira, o jogador acusou uma contratura muscular na coxa direita. Ontem, passou o dia no quarto do hotel, fazendo tratamento. Se até a hora da partida, Luizão continuar sem condições de jogo, ele será poupado. Dinei e Fernando Baiano, então, lutaarão por uma vaga no time titular.
Nenê, recuperado de uma contusão no joelho direito, está confirmado e Augusto segue na lateral-esquerda, no lugar de Kléber. Na lateral-direira, Oswaldo ainda não sabe se escala Índio ou César Prates.

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