Corintianos põem fim à "lei do silêncio"
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domingo, 21 de novembro de 1999
Por Emerson Couto e Wilson Baldini Jr. 
São Paulo, 21 (AE) - O silêncio acabou. No vestiário do Corinthians, após a vitória por 2 a 0 sobre o Guarani, os atletas resolveram abrir a boca. Explicaram jogadas, gols, estavam sorridentes. Nos últimos dias, ficaram calados, não conversaram com os jornalistas. "Isso é passado, o importante é que a gente ganhou o jogo", amenizou o meia Ricardinho, destaque da equipe. "Não estávamos chateados com a imprensa; mas, sim, concentrados no jogo", emendou Marcelinho Carioca.
"O silêncio não é uma atitude que traga benefícios para equipe, mas, de uma maneira indireta, acabou ajudando porque uniu os atletas", comentou o técnico Oswaldo de Oliveira. "Depois de muitos jogos, surge um desgaste natural e é bom que eles sentem, conversem." Segundo Ricardinho, a partir de amanhã
os atletas devem reunir-se novamente para saber se a postura de não falar será mantida ou não. "Acho que as coisas vão voltar ao normal."
Quanto ao terceiro jogo do playoff, quarta-feira, no Morumbi - a equipe alvinegra pode perder por uma diferença de até dois gols - os corintianos mantêm a cautela. "O futebol tem muitas surpresas", disse Marcelinho Carioca. Oswaldo pede para o time não relaxar na quarta-feira. "Conseguimos um resultado significativo, mas temos de manter a idéia de classificação." Os laterais César Prates e Índio cumpriram suspensão pelo quinto cartão amarelo e estão à disposição do treinador para quarta-feira. O atacante Luizão recupera-se de uma contratura muscular na coxa direita e ainda não tem presença confirmada para o terceiro jogo.
O zagueiro João Carlos que, no primeiro tempo, evitou um gol do Guarani, desviando a bola para fora em um carrinho, em cima da linha do gol, estava feliz. "Percebi toda a jogada e fiquei na esperança de ele (o atacante Mauro) chutar a bola rasteira", contou. Mauro já havia driblado Dida e tinha tudo para fazer o gol.
A felicidade de João Carlos contrastava com o baixo astral do atacante Fernando Baiano, bastante criticado pela torcida ao longo do jogo. "Isso machuca muito porque sou um jogador jovem", protestou o substituto de Luizão. "Já comi muita terra e fica difícil jogar sendo vaiado sempre."


