São Paulo - Os cinco torcedores corintianos que estavam presos em Oruro, na Bolívia, poderiam ser libertados ainda ontem, após o fechamento desta edição, depois de a Justiça boliviana ter autorizado a soltura dos mesmos. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, confirmou a negociação intermediada pelo governo brasileiro para que uma indenização fosse paga à família do adolescente Kevin Spada, morto por um sinalizador usado por torcedores do Corinthians durante um jogo em Oruro, pela primeira fase da Copa Libertadores de 2013.
Patriota não quis dizer, no entanto, se os torcedores poderão voltar imediatamente ao Brasil. Mas, a expectativa é que retornem até o sábado.
Mais cedo, o Ministério da Justiça anunciou que um acordo havia sido feito para que o Corinthians pague US$ 50 mil em indenização à família do jovem morto. A negociação, feita entre a Justiça boliviana e os advogados de defesa do clube, foi intermediada pela Defensoria Pública da União e pelo Ministério Público do Distrito de Oruro. Esse pagamento permitiu a libertação dos torcedores.
No início de junho, outros sete corintianos que estavam também presos desde fevereiro foram libertados pela Justiça boliviana e retornaram em seguida ao Brasil. Nesse caso, o juiz da ação criminal concluiu que eles não estavam envolvidos no caso. Os cinco corintianos que ganharam liberdade ontem são: Cleuter Barreto Barros, Leandro Silva de Oliveira, José Carlos da Silva Júnior, Marco Aurélio Nefreire e Reginaldo Coelho.
Kevin Spada, então com 14 anos, foi atingido por um sinalizador usado pela torcida corintiana durante o jogo entre Corinthians e San Jose, pela Copa Libertadores. O artefato é proibido em estádios de futebol. Algumas semanas depois do caso, um adolescente de 17 anos, que já estava no Brasil, assumiu a culpa pelo disparo, mas não está sendo processado.

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