Corintianos fazem pacto pela vitória
São Paulo, 03 (AE) - O destino do Corinthians está nas mãos - e nos pés - dos seus jogadores. A equipe perdeu os últimos quatro jogos, um técnico caiu, o diretor de Futebol também e o novo treinador assumiu com os dias contados para sair. Hoje, em Atibaia, os atletas reuniram-se e selaram um pacto: só eles podem salvar o Corinthians do naufrágio.
Os jogadores acreditam que podem esquecer a crise e buscar uma superação para consolidar uma vitória sobre o Palmeiras. "Só quem pode resolver os problemas que estão atrapalhando o Corinthians somos nós, os jogadores", destacou Marcelinho Carioca. "Não vamos deixar que esses assuntos de diretoria interfiram no nosso rendimento."
A sobrevivência de Oswaldo de Oliveira como técnico da equipe depende totalmente de um bom resultado no jogo de quarta contra o Palmeiras, no primeiro confronto entre os dois rivais pelas quartas-de-final da Taça Libertadores da América. O clássico reunindo Corinthians e Palmeiras traz a mágica de transformar uma equipe esfacelada em um time respeitável - e vice-versa.
Marcelinho diz que o jogo de quarta será uma partida-chave para definir o destino do Corinthians neste semestre. "Se a gente perder para o Palmeiras, a casa vai cair de vez", ilustrou o meia corintiano. "Por outro lado, uma vitória sobre nosso maior rival muda todo o ambiente, as especulações vão embora, ninguém mais fala em crise e tudo volta ao normal." Hoje, em Atibaia, Oswaldo de Oliveira parecia outra pessoa. Seguro, sorridente, confiante, garantia ter deixado para trás os problemas agravados pela derrota para o Mogi Mirim. "Tomei uma cervejinha, dormi bem e acordei bem disposto para preparar o time para o jogo da Libertadores", justificou.
Sem tempo para treinar a equipe, Oswaldo está procurando trabalhar a parte emocional dos jogadores. Lembra que será o jogo mais importante da história do Corinthians e que só com muito espírito coletivo o time poderá superar o adversário. Com algumas lições extraídas dos ensinamentos de Wanderley Luxemburgo, Oswaldo promete agora ter pulso firme para se segurar no cargo - o que não ocorreu da primeira vez que assumiu o comando da equipe e logo pôs o cargo à disposição da diretoria depois de alguns maus resultados no início do ano. "Não me prendo a revanchismo", disse o técnico corintiano. "Gosto de trabalhar com tranquilidade, mas isso é muito difícil aqui no Corinthians." O meia Rincón, machucado, poderá ser substituído por Fernando Baiano. O lateral Silvinho está gripado, mas vai para o jogo. Os jogadores sabem: é hora de cada um dar sua cota de sacrifício.





