Corintianos e são-paulinos acirram rivalidade
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quinta-feira, 26 de setembro de 2002
Agência Estado 
São Paulo - Agora é para valer! Depois de negativas e algumas tentativas de dissimulação, jogadores, comissão técnica, e, sobretudo, dirigentes de Corinthians e São Paulo entraram de vez no clima de rivalidade que antecede o clássico de domingo, às 16 horas, no Morumbi. O sentimento, sempre presente, foi realçado desde a atribulada negociação que culminou na transferência do meia Ricardinho do Parque São Jorge para o Morumbi, em agosto.
Assim, enquanto dentro do campo a partida representa o primeiro encontro do jogador com sua ex-equipe, fora dele o clima de disputa é ainda mais acirrado. O ambiente entre os cartolas são-paulinos e corintianos ficou e permanece deteriorado. Mais de uma vez durante a 'novela', o presidente do São Paulo, Marcelo Portugal Gouvêa disse que não conversaria mais com o vice-presidente de Futebol do arqui-rival, Antônio Roque Citadini. ''Falo apenas com o Dualib (Alberto Dualib, presidente)'', afirmou Gouvêa.
Embora a polêmica tenha acontecido nos bastidores, já chegou no gramado. O maior exemplo disso é o meia-atacante Kaká. ''Não vejo a hora de chegar domingo para enfrentar o Corinthians'', afirmou logo após a derrota na quarta-feira para o Atlético Mineiro por 2 a 1.
Nas arquibancadas o ambiente também deve ser diferente. Torcedores corintianos garantem que estão preparando uma 'recepção surpresa' para Ricardinho. O meia é considerado um 'traíra' pelo mais aficionados.


