Corintianos armam emboscada e Sãopaulino é baleado
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sábado, 28 de agosto de 1999
Por Anderson Couto 
São Paulo, 29 (AE) - Preocupada em reforçar a segurança nas imediações do Pacaembu, a Polícia Militar esqueceu de acompanhar o acesso dos torcedores ao estádio. Hoje à tarde, o principal incidente envolvendo seguidores dos dois clubes aconteceu no Largo do Socorro. O estudante Rodrigo Rodrigues, do São Paulo, foi baleado na perna esquerda, após um confronto físico com um grupo de corintianos. Rodrigues estava em um ônibus que se dirigia ao Pacaembu. No meio do caminho, cerca de cem torcedores do Corinthians preparou uma emboscada para os adversários.
O veículo foi parado e totalmente depredado. Os sãopaulinos precisaram descer do ônibus e foram agredidos. No meio da confusão, o estudante acabou lenvando um tiro na perna. Segundo autoridades policiais, é impossível controlar o movimento dos torcedores por toda a cidade. "Procuramos dar uma atenção especial a estações de trem, metrô e pontos de ônibus", explicou o major Marcos Marinho, sub-comandante do 2.º Batalhão de Choque da PM. Nas imediações do estádio, um efetivo de 300 policiais participou do esquema de segurança, 140 deles dentro do estádio.
"Geralmente, o efetivo normal é de 80 homens", destacou Marinho. "Hoje (ontem), porém, a nossa preocupação é maior pelo péssimo antecedente das torcidas de São Paulo e Corinthians nos últimos meses." A PM considera os seguidores das facções organizadas Independente e Gaviões da Fiel os mais violentos da cidade. A chegada da torcida, contudo, foi tranquila. Houve poucos incidentes. O mais grave foi a apreensão de uma bomba de fabricação caseira. Os policiais permitiram a entrada de pessoas com latas com fumaça colorida e bandeiras dos clubes, sem mastro. Instrumentos musicais, no entanto, foram proibidos.
"Estamos estudando o caso, pois a imprensa parece que não entendeu que a música é para estimular a alegria nas arquibancadas e não a violência", ressaltou Marinho. Os são-paulinos, que no sábado foram ao centro de treinamento da equipe e prometeram "invadir" o Pacaembu, estavam em menor número, acomodados no tobogã. Os corintianos eram maioria no estádio.


