São Paulo - O medo ainda dominava a delegação do Corinthians no desembarque de ontem à noite, em Cumbica. Apesar de os Gaviões prometerem que não haveria protesto, a segurança corintiana achou melhor se precaver e contratou cerca de 20 homens, que tomaram o saguão do aeroporto. A chuva de ovos e tapas da terça-feira amedrontava a todos. A Infraero também estava avisada que caso algum torcedor criasse tumulto no saguão, toda a delegação desembarcaria diretamente na base aérea e seguiria de ônibus direto para o Parque São Jorge.
Mas nenhum torcedor apareceu. Então, para mostrar serviço, os seguranças resolveram dar um espetáculo de trapalhadas. Assim que Fabinho e Pingo, os primeiros a aparecerem, desembarcaram, os truculentos causaram um tremendo tumulto. De um lado, a imprensa buscando a palavra dos jogadores, do outro, os fortões desequilibrados querendo proteger os jogadores sabe-se lá de quem.
Uma atitude totalmente desnecessária. Oswaldo de Oliveira preferiu ir para o Rio de Janeiro na manhã de ontem. Antonio Roque Citadini antecipou a chegada a São Paulo para evitar um possível encontro com torcedores. Além disso, o vice-presidente de futebol ordenou que a assessoria de imprensa do clube dificulte a divulgação dos horários e locais de treinamento.
Na cabeça do dirigente, a imprensa é responsável por informar as torcidas dos locais de treino. Os mais apavorados eram Fabrício e Rodrigo. Depois de serem os felizardos em ganhar ovadas no embarque, na véspera da partida, os dois jogadores saíram escoltados por seis seguranças. Em meio a confusão, Fabrício assumiu: ''Ainda tenho medo.''

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