O atacante Euller, do Palmeiras, está assustado com a violência da torcida do Corinthians. O jogador foi agredido por um torcedor que, da garupa de uma motocicletada, jogou duas pedras no atacante, que estava dentro do carro. Uma das pedras acertou o rosto do jogador, que se feriu ainda por causa dos estilhaços do vidro. O incidente ocorreu no fim da tarde de quinta-feira, nas proximidades da Academia do Palmeiras, na Barra Funda.
Euller havia parado o carro em frente ao semáforo, quando foi abordado pelos torcedores. ‘‘O torcedor gritou que era vingança do Corinthians’’, contou ontem o atacante, que não pretende mais continuar em São Paulo, após a participação do Palmeiras na Libertadores. ‘‘Fiquei apavorado com o ferimento, liguei o carro e voltei para a Academia, porque o sangue estava correndo no rosto.’’
Euller não tem dúvidas que a atitude dos torcedores ocorreu como revolta pelo fato de o Palmeiras ter chegado à final da Taça Libertadores da América. ‘‘Eles deveriam ter ficado com raiva do Corinthians, não do Palmeiras’’, disse o atacante.
O lateral-esquerdo Júnior também foi vítima da revolta da torcida do Corinthians. Seu carro foi riscado, a antena quebrada dentro do condomínio do prédio onde mora, no bairro de Perdizes. O lateral, que provocou a torcida adversária no fim do jogo no Morumbi, imitando o vôo do gavião, reconheceu que não deveria ter feito isso. ‘‘Eu errei e pedi desculpa até para o comandante do policiamento que estava no estádio.’’
O zagueiro Argel afirmou que não tem medo de torcedores, porque anda armado. Ele disse que há quatro anos seu pai foi assassinado, e lembrou que sofreu muito para vencer na vida. ‘‘Tenho porte de arma, e nos dias de folga pratico tiro ao alvo’’.
Para o primeiro jogo da decisão da Libertadores contra o Boca Junior, quarta-feira, em Buenos Aires, a delegação do Palmeiras desembarcará na capital argentina poucas horas antes da partida. Assim, o time evitará um pouco a pressão da torcida.

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