São Paulo - Restando seis rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro e com o Corinthians oito pontos à frente do Atlético Mineiro na liderança (70 a 62), os jogadores admitem que o desafio da equipe é controlar a ansiedade. Com o título cada vez mais perto, eles não querem que o rendimento seja prejudicado pelo nervosismo ou excesso de confiança. Neste domingo, os dois clubes se enfrentam em Belo Horizonte, pela 33ª rodada, e a partida é considerada a "decisão" da competição.
"Sabemos que estamos próximos. Isso dá ansiedade. Contra o Flamengo, estávamos ansiosos no primeiro tempo. No segundo, tentamos arrumar. Não tem como. Estamos com uma vantagem muito boa, mas é controlar isso e ir até o fim", disse o zagueiro Felipe em entrevista coletiva ontem, no CT Joaquim Grava, na zona leste de São Paulo.
Mesmo com a vantagem de oito pontos para o segundo colocado, o zagueiro faz questão de ressaltar que é preciso ter cautela. "Mesmo se ganharmos do Atlético Mineiro, não tem nada ganho. Só na hora que acabar tudo poderemos comemorar", afirmou Felipe.
O zagueiro forma, ao lado de Gil, a defesa menos vazada do Brasileirão. Em 32 jogos, a equipe sofreu apenas 25 gols. Felipe vive a melhor fase da carreira e admite que tem recebido sondagens do mercado europeu. "Pelo que estou jogando, estão aparecendo sondagens. Mas deixo de lado, não procuro focar nisso, estamos na reta final do campeonato. Entro em campo com a cabeça vazia e boa para terminar o ano. Deixo para meu empresário e a diretoria resolveram", disse o jogador, que em maio renovou o seu contrato até o fim de 2018.
O Corinthians deve ter apenas uma mudança para a "decisão" contra o Atlético Mineiro. O meia Rodriguinho é o favorito para entrar no lugar do volante Elias, suspenso.

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