São Paulo - Entra atacante, sai atacante e o Corinthians continua com dificuldade em marcar gols. Contra o Flamengo, no Rio (0 a 0), chances não faltaram, só que a bola simplesmente se recusa a entrar. ''O passe veio certo, redondo, cheguei bem nos lances, mas...'', tenta em vão Alberto explicar as duas ótimas oportunidades desperdiçadas na última partida. Seria uma espécie de Síndrome da Camisa 9 corintiana, que antes teria vitimado Marcelo Ramos e Jô e que contribuiria decisivamente para dar à equipe o terceiro pior ataque do Brasileirão, com 35 gols em 33 rodadas.
Outras justificativas, no entanto, parecem mais plausíveis. A defesa sempre foi o setor preferido do técnico Tite. Para ele, o equilíbrio do conjunto começa com os zagueiros. Daí, portanto, a conclusão de que a equipe, preocupada demais em barrar o adversário, se esquecesse de criar. Será? Jô substituiu Alberto no segundo tempo contra o Flamengo e também desperdiçou duas boas chances de gol. ''No próximo jogo, temos de finalizar melhor, dessa vez não deu'', disse Jô, que se mantém na reserva.
A falta de qualidade dos atacantes seria outra explicação? Marcelo Ramos passou 12 jogos em branco e se cansou de perder gols; Jô, idem, ficou seis sem marcar. Alberto, a bola da vez, completou sua segunda partida sem balançar a rede.
Tite, porém, não quer trazer insegurança ao grupo neste momento decisivo do Brasileiro. Já decidiu que contra o Juventude, amanhã, o companheiro de Gil no ataque será Alberto.

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