Corinthians viaja sem Guerrero
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segunda-feira, 01 de abril de 2013
Agência Estado 
São Paulo - O Corinthians embarcou ontem à tarde para a Colômbia sentindo a ausência de Paolo Guerrero. O peruano sentiu desconforto muscular na coxa direita no jogo de domingo contra o São Paulo e vai desfalcar a equipe num duelo importante da Libertadores, diante do Millonarios, em Bogotá, nesta quarta-feira.
Sem o centroavante, quem entra na equipe é Alexandre Pato, em alta depois de decidir o clássico com o São Paulo, apesar de estar voltando de contusão. "Estou tranquilo, dando meu melhor, me dedicando o máximo e encarando tudo da forma mais natural possível", comentou Pato, antes do embarque no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Um empate já elimina o Millonarios e deixa o Corinthians dependendo de um empate na última rodada, contra o San José, no Pacaembu. Mas Alexandre Pato não quer outro resultado senão uma vitória na Colômbia. "É um jogo decisivo, por isso trabalhamos para conquistar os três pontos. Sabemos da importância da partida em Bogotá, vamos lutar pela vitória e para sair de lá com a classificação."
Outro que marcou contra o São Paulo, Danilo também comentou sobre o momento da equipe e falou da concentração na Libertadores. "Além da vitória no clássico, merecíamos o resultado, agora estamos todos 100%, o grupo todo vem num bom momento."
A equipe do técnico Tite faz um único treino em Bogotá, na terça, mas ainda não está decidido se o trabalho será no Estádio El Campim, palco do jogo, ou num centro de treinamento. O Corinthians tem os desfalques de Douglas, Renato Augusto, Guerrero, e do lateral-esquerdo reserva Igor.
Estrela
Novo titular corintiano, Alexandro Pato mostrou que tem estrela ao marcar o gol da vitória diante do rival São Paulo. Na hora de comemorar o gol, Pato não pensou duas vezes e novamente roubou a cena. Correu e fez sinal para que a torcida do São Paulo se calasse. A postura rendeu a ele um cartão amarelo, mas ironicamente não foi reprovada pelo técnico Tite.
"Ele fez o sinal que eu gostaria de ter feito. Ninguém tem o direito de nos chamar de assassinos, como gritaram da arquibancada assim que entramos em campo. O futebol é de paixão pelo clube e não de desrespeito ao profissional", comentou o treinador, que criticou o fato de a morte do garoto boliviano Kevin Espada ainda repercutir nas torcidas adversárias. "Certamente esse gritos vão acontecer mais vezes. É democrático? Sim. Mas também é democrático nós mandarmos calar a boca", atacou.
Na manhã desta segunda, pelo Instagram (aplicativo de compartilhamento de fotos), Pato confirmou que o gesto foi feito em defesa do grupo. O jogador postou uma foto da comemoração, e acrescentou a legenda: "Para vocês que nos chamaram de assassinos! Somos apenas jogadores tentando levar a alegria para vocês. #vaicorinthians"


