Corinthians vence Guarani e amplia vantagem
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domingo, 21 de novembro de 1999
Por Emerson Couto 
São Paulo, 21 (AE) - O Corinthians venceu o Guarani por 2 a 0 na noite deste domingo, no Morumbi e deu grande passo para chegar às semifinais do Campeonato Brasileiro. Com esse resultado, a equipe alvinegra amplia ainda mais a vantagem sobre o adversário. Na quarta-feira - no terceiro e último confronto entre as equipes pelas quartas-de-final - pode até perder dois diferença de dois gols. Os gols do Corinthians foram marcados um em cada tempo. O time da Capital abriu o marcador aos 19 minutos da primeira etapa com Marcelinho e ampliou com Ricardinho, aos 15 do segundo.
O Corinthians foi muito diferente da partida de domingo passado, em Campinas, quando jogou retrancado, à espera de um empate. Desta vez, apesar de sofrer com os contra-ataques do time campineiro - equipe alvinegra foi ao ataque e criou muitas chances para marcar.
Quando o torcedor corintiano já ameaçava ficar irritado nas arquibancadas, Marcelinho Carioca acalmou a situação. Aos 19 minutos, em bela jogada pela esquerda, o lateral Kléber cruzou a bola para um leve desvio de Marcelinho. Até então, o Corinthians era superior em campo, mas perdia gols. O goleiro Gléguer estava em boa tarde.
O Guarani, antes sem pressa e um pouco recuado, passou a jogar mais ofensivamente. E com perigo. Aos 24 minutos, quase chegou ao empate. Em um contra-ataque rápido, o atacante Mauro invadiu a área sozinho, driblou o goleiro Dida, em saída desesperada, e tocou a bola para o gol. O zagueiro João Carlos, com um carrinho, conseguiu desviá-la para fora, algo que parecia impossível.
Quatro minutos depois, o lateral Rubens Cardoso fez cruzamento pela esquerda e o mesmo Mauro marcou o gol de cabeça. O assistente Edmílson Corona, que cometera erros antes, anulou o gol, acusando um impedimento duvidoso. Mauro, o mais perigoso dos atacantes do Guarani, deixou o jogo aos 36 minutos, depois de uma pancada no rosto e o afundamento do maxilar. Seguiu para o hospital. Gílson Batata foi o substituto.
A pressão da equipe de Campinas começou a incomodar a torcida corintiana. Ao fim do primeiro tempo, ela já pedia a entrada de Dinei no lugar de Fernando Baiano, pouco eficiente. No intervalo, a caminho do vestiário, alguns atletas quebraram a lei do silêncio, caso de Ricardinho, um dos líderes do time. Outros continuavam mudos.
O segundo tempo começou, os gols perdidos pelos corintianos voltaram e Dinei foi, mais uma vez, lembrado. Em cinco minutos, Marcelinho Carioca e Edílson tiveram boas chances de fazer o segundo, mas erraram. Gléguer fez boas defesas. O ataque do Guarani, confuso, pouco ameaçava, ao contrário do fim da primeira etapa.
Aos 15 minutos, enfim, o segundo gol do Corinthians. Fernando Baiano cruzou a bola pela esquerda, Ricardinho, o corintiano mais regular em campo, dominou a bola no peito e, livre de marcação, fez um bonito gol. Fernando Baiano, bastante criticado, desabafou com a torcida durante a comemoração.
Na euforia do gol, a defesa corintiana bobeou e deu chance para o Guarani diminuir a desvantagem. Marcinho teve duas oportunidades seguidas, em uma delas chegou até a driblar o goleiro. Faltou, no entanto, competência para o atacante colocar a bola na rede.
A situação do Guarani complicou-se ainda mais aos 23 minutos, com a expulsão de André Gomes. Com um atleta a mais, o Corinthians passou a administrar a vantagem. Vampeta e Marcelinho ainda foram poupados, substituídos por Gilmar e Dinei, respectivamente. A equipe do técnico Carlos Alberto Silva, embora voluntariosa, expôs algumas limitações. Tem uma missão bastante difícil agora. Ficha Técnica: Corinthians 2 x 0 Guarani. Gols - Marcelinho Carioca aos 19 minutos do primeiro tempo. Ricardinho, aos 15 do segundo. Corinthians - Dida; Índio, João Carlos, Nenê e Kléber; Vampeta (Gilmar), Rincón, Ricardinho e Marcelinho Carioca (Dinei); Edílson e Fernando Baiano. Técnico - Oswaldo de Oliveira. Guarani - Gléguer; Luciano Baiano, Marinho, Marcelo Souza e Rubens Cardoso; Valdir (Ramos), André Gomes, Renatinho e Silvinho (Betinho); Mauro (Gílson Batata) e Marcinho. Técnico - Carlos Alberto Silva. Juiz - Edílson Pereira de Carvalho (SP). Cartão amarelo - Índio, Edílson, Dinei, Luciano Baiano e Silvinho. Cartão vermelho - André Gomes (23 do 2º). Renda e público - Não divulgados. Local - Morumbi.


