São Paulo - Num clássico truncado, com excesso de faltas, duas cobranças deram ao Corinthians milionário da MSI a vitória por 2 a 0 sobre o Palmeiras no Morumbi, que o livrou de não pontuar contra seus três rivais do Paulista - um vexame que jamais aconteceu desde quando disputou os três clássicos pela primeira vez, em 1935.
A vitória deixa o Corinthians a dez pontos do líder São Paulo, e mantém a invencibilidade sobre o arqui-rival no Estadual desde 99. Um castigo para um Palmeiras que demorou a se achar em campo e, mesmo dominando o jogo depois, não conseguiu o empate.
O time de Daniel Passarella começou o jogo com mais ímpeto ofensivo, enquanto o rival se arrumava. Numa arrancada raçuda de Tevez, parada pelo zagueiro Nen, o Corinthians achou seu gol.
Na cobrança de Coelho, a barreira se adiantou, e o juiz mandou repetir. Depois, Roger bateu com força no campo direito, onde estava Marcos, e anotou aos 9min.
Nervoso, o time de Candinho exercia mais pressão, mas era improdutivo e lento, o que facilitava ao Corinthians, que usava de cautela e frieza.
Enquanto isso, o jogo descambava para as faltas. Foram 60, sendo 35 feitas pelo Corinthians e 25 pelo Palmeiras - dessas, 11 sofridas por Tevez.
As disputas ríspidas pela bola se tornavam tão frequentes que até jogadores de ataque, como Pedrinho e Bobô, receberam amarelos ao evitar contra-ataques, e Magrão teve que sair de campo duas vezes para conter um ferimento na cabeça, após disputa no alto.
Um pouco melhor que no início, o Palmeiras dominou o resto do primeiro tempo, insistindo nos chuveirinhos, quase sempre nas bolas paradas de Pedrinho.
Perto do fim da primeira etapa, a chuva começou a apertar, e o Corinthians, que recuara demais, quase chegou ao segundo gol aos 43min. Roger rolou a bola para Tevez que, do lado esquerdo da área, deu um corte no zagueiro Daniel e chutou buscando o ângulo esquerdo. Ágil, Marcos salvou.
No último lance no primeiro tempo, após escanteio, Daniel cabeceou, Fábio Costa defendeu, e Nen pegou o rebote com o gol aberto. Prensada por Gustavo Nery, a bola bateu no travessão e saiu, desesperando Candinho.
O segundo tempo voltou com a mesma chuva, e, aos 10 minutos, Tevez quase imitou Maradona. Em chute de Bobô, ele aparou a bola com a coxa e, depois, com o braço antes de fazer o gol, bem anulado.
Candinho trocou Diego Souza pelo atacante Adriano Chuva e o Palmeiras pressionava, mas a grande chance só ocorreu aos 30 minutos, em bicicleta de Osmar, que Fábio Costa impediu.
Toda a luta palmeirense, que chegou a levar Marcos à área rival, foi por água abaixo quando Daniel derrubou Gil. Pênalti bem marcado, que Carlos Alberto converteu, selando o 2 a 0 aos 42min.
No fim do jogo, a frieza foi deixada de lado: um empurra-empurra generalizado terminou com Gustavo Nery e Gláuber expulsos.

EM SÃO PAULO


Corinthians 2

Fábio Costa; Coelho, Ânderson, Sebá e Gustavo Nery; Marcelo Mattos, Fabrício (Wendel), Carlos Alberto e Roger (Gil); Tevez e Bobô. Técnico: Daniel Passarella

Palmeiras 0

Marcos; Glauber, Daniel e Nen; Corrêa, Marcinho, Magrão, Diego Souza (Adriano Chuva) e Fabiano; Pedrinho e Osmar (Ricardinho). Técnico: Candinho

Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira
Estádio: Morumbi
Expulsões: Gláuber (Palmeiras) e Gustavo Nery (Corinthians)
Gols: Roger, aos 8 minutos do primeiro tempo; Carlos Alberto, aos 42 minutos do segundo tempo

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