Atibaia, SP, 08 (AE) - Um castigo merecido. Assim, o Corinthians analisou o fato de ter de disputar uma vaga na próxima fase da Copa Mercosul com o Boca Juniors, da Argentina, por meio de um sorteio, a ser realizado segunda-feira, na Confederação Sul-Americana, no Paraguai. O vencedor vai enfrentar o San Lorenzo.
Para o técnico Oswaldo de Oliveira, o time perdeu a chance de classificar-se tranquilamente ao vencer a equipe mista do Vélez por apenas 2 a 0, na terça-feira, quando tinha dois jogadores a mais em campo. Oswaldo ficou ao berros na beira do gramado pedindo, em vão, determinação e mais gols aos atletas.
Depois da vitória de 3 a 1 do Boca sobre o Universidad Católica, na quinta-feira, as duas equipes igualaram-se em todos os critérios de desempate.
"O que eu tinha de falar sobre o jogo com o Vélez, eu já falei, disse Oswaldo, inconformado. "Faltou tudo naquela partida: a equipe esteve apática, desinteressada e cansada, afirmou o meia Marcelinho.
De qualquer forma, ele e os demais jogadores defendem um jogo-extra com o Boca em vez de sorteio. "Acho injusta uma decisão dessas na moeda ou na bolinha, disse Ricardinho. "Melhor um sorteio que outra partida: faltam datas, rebateu Oswaldo, que já conseguiu uma classificação na moedinha quando trabalhava no Arabi, do Catar.
Prós e contras - O Corinthians sabe que deve prejudicar-se no Brasileiro se prosseguir na Mercosul. "Se a gente classificar, joga no dia 20, quando já está marcado um jogo do Brasileiro; com esse acúmulo, nem sei se vale a pena passar de fase, disse Wilson Santoro, assessor do diretor José Roberto Guimarães.
"Se ficarmos de fora, teremos uma folga maior no Brasileiro; mas eu lamentaria não continuar num torneio importante como a Mercosul, disse Oswaldo. Ele já estudou até o possível próximo adversário. "O San Lorenzo é um time jovem, com um sentido coletivo muito interessante, disse. "Temos de fazer a vantagem na partida de ida, em casa, para jogar no desespero do adversário fora.

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