Corinthians vai combater euforia para evitar 'efeito Porto Alegre'
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terça-feira, 15 de dezembro de 1998
Agência Estado 
O clima de euforia que contagiou o time após o empate com o Cruzeiro e a recepção festiva que a delegação teve ontem, em São Paulo, viraram o principal motivo de preocupação da comissão técnica do Corinthians para os dois outros jogos da decisão. Empatamos um jogo e parece que já ganhamos o título, afirmou o auxiliar-técnico Oswaldo Oliveira, ontem, no Aeroporto de Congonhas. O duro é que esse clima passa para os jogadores por mais que tentemos evitar, alertou.
Oswaldo, que comandará o time do banco de reservas até o fim do campeonato, em razão da suspensão de Wanderley Luxemburgo, disse temer o efeito Porto Alegre. No primeiro confronto dos playoffs, contra o Grêmio, o Corinthians ganhou no Sul por 1 a 0, empolgou-se e perdeu o jogo seguinte, em São Paulo, por 2 a 0.
Um resultado negativo como aquele provoca um baque danado no time e dificulta qualquer poder de reação para o terceiro jogo; temos de manter os pés no chão, ainda não conquistamos nada, disse.
Oswaldo falou por Luxemburgo, que deixou o aeroporto às pressas para escapar do tumulto. O nosso trabalho principal durante a semana será cuidar da cabeça dos jogadores; dentro de campo, só precisamos de alguns retoques, disse.
Luxemburgo disse que a equipe terá alterações táticas para o jogo de domingo. O treinador disse que já iniciou a preparação não só para o próximo jogo como também para a terceira partida. São 180 minutos, justificou. Luxemburgo não quis adiantar se fará substituições na equipe e nem se Dinei será o novo titular.
Uma puxão na camisa aqui, um empurrãozinho ali e muitos gritos eufóricos. Apesar do semblante assustado, Dinei garantiu que não ficou surpreso com a calorosa recepção da torcida corintiana, hoje à tarde, no Aeroporto de Congonhas, depois de um atraso de quatro horas do vôo de Belo Horizonte. Cerca de 20 torcedores apareceram. Dá para esperar tudo dos torcedores do Corinthians, disse.
Entre um autógrafo e outro, Dinei contava que ainda não ganhou a vaga de titular no ataque da equipe, mesmo depois de ter sido o destaque no empate por dois gols contra o Cruzeiro, domingo, no Mineirão. Ele marcou um gol, deu passe para outro e muito trabalho para os adversários: Somos todos titulares.
Enquanto Dinei recebia o carinho dos torcedores, Didi, o titular, saía de fininho, sem ser percebido pelos corintianos.Agência Estado(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)Queridinho da fielO atacante Dinei dá autógrafos a torcedores na chegada ao aeroporto de Congonhas e adota tom humilde: Somos todos titularesComissão técnica alerta sobre clima de já ganhou que contagiou torcedores


