São Paulo - A situação delicada que vive Palmeiras potencializou a vontade de os jogadores do Corinthians ganharem o clássico, neste domingo, no Pacaembu. Publicamente nenhum atleta dirá que entrará em campo para "afundar" ou "rebaixar" o rival. Mas internamente, jogadores usarão a situação como estímulo para vencer o jogo.
A reta final do Campeonato Brasileiro de 2010, quando o Corinthians brigava para ser campeão, ainda está fresca na memória de alguns jogadores corintianos, especialmente os que participaram daquela campanha. Alguns jogadores e também dirigentes guardam uma certa mágoa do Palmeiras (e também do São Paulo) pelas derrotas para o Fluminense, que acabaram minando as chances de o time ser campeão.
Depois desse episódio - vários clubes reclamaram, não só o Corinthians -, a CBF adotou a estratégia de marcar somente clássicos regionais nas rodadas finais para acabar com a possibilidade de algum time entregar um jogo para prejudicar o rival. "Corinthians e Palmeiras é um clássico, sabemos que a situação deles é delicada, mas se trata de um rival e nós também temos de somar pontos", afirmou o diretor de futebol Duílio Monteiro Alves, que espera que os jogadores não entrem em campo nervosos. "Espero um jogo limpo".
O Corinthians não tem pretensões nenhuma no Campeonato Brasileiro e está se preparando para o Mundial de Clubes da Fifa, em dezembro, no Japão. A meta imposta pelo técnico Tite é modesta. Com 32 pontos conquistados, ele impôs aos jogadores somarem mais 13 nas rodadas finais. Se atingir 45, o time praticamente elimina qualquer chance de rebaixamento. É uma situação oposta a do rival, que terá de iniciar neste domingo uma reação nas últimas 14 rodadas para não ser rebaixado - o Palmeiras tem só 20 pontos.
A diretoria corintiana também contribuiu para incentivar os jogadores a vencerem o clássico. Como é de costume nesses jogos, o bicho será pago em dobro em caso de vitória.
O técnico prefere estimular seus jogadores de sua forma. Ele diz que o Corinthians tem de entrar em campo para vencer o clássico, independentemente da situação do rival. "É um campeonato à parte, mas com muito respeito", afirmou.

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