Corinthians tenta superar "trauma" do Pacaembu
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quinta-feira, 04 de novembro de 1999
Por Emerson Couto 
São Paulo, 05 (AE) - Mais uma vez, o Corinthians volta ao Pacaembu e mais uma vez, surge a expectativa de uma vitória, um futebol convincente. Há pouco tempo, no mesmo estádio, a equipe foi eliminada da Copa Mercosul com uma derrota por 2 a 1 para o San Lorenzo. Naquela noite, também havia a esperança de que a "casa" do Corinthians fizesse as pazes com um bom resultado do time. Amanhã, o jogo é contra a Ponte Preta. Os três pontos são garantia de terminar a fase de classificação do Campeonato Brasileiro com a primeira colocação.
Para os jogadores, não existem muitas explicações para as atuações ruins no Pacaembu. "Temos de ter mais atenção, ficarmos ligados", palpita Rincón. Para o colombiano, os fracassos da equipe no estádio têm relação com uma falta de concentração dos jogadores em alguns momentos. "Sofremos gols por esta razão", ressalta. "Depois de quatro jogos sem vitória
conseguimos superar o Grêmio (3 a 0, em Porto Alegre); agora, só precisamos vencer no Pacaembu para chegar embalados ao playoff." Eventuais protestos da torcida não assustam os jogadores. "O torcedor vai nos incentivar porque estamos em uma boa fase", aposta Marcelinho Carioca.
O volante Vampeta, que retorna à equipe depois de um descanso para recuperar a forma física, garante que a torcida não tem qualquer influência negativa no desempenho do time no Pacaembu. "Ela nunca atrapalha." Vampeta, no entanto, fala em jogar os playoffs no Morumbi, cujo campo tem dimensões maiores.
CONFIANTE - "O Pacaembu é nossa casa e não tenho por que ficar ansioso". A afirmação é do lateral-esquerdo Augusto que, mais uma vez, fica com a vaga de Kléber, que se recupera de contusão. "Até já ouvi a torcida voltar a gritar o meu nome", conta. Augusto, depois de algumas falhas, passou a ser perseguido pelos torcedores e acabou no banco de reservas. Voltou diante do Grêmio fora de casa e teve uma boa atuação.
"Contra o Grêmio, foi um retorno difícil pelo fato de a equipe estar quatro jogos sem vencer", disse. "Foi importante também porque ganhei confiança." O lateral, com quatro cartões amarelos, disse que não recebeu nenhuma recomendação especial para forçar o quinto, antes da última partida, na quarta-feira, contra o Coritiba. "Não estou preocupado com isso." O técnico Oswaldo de Oliveira chegou a comentar que os "pendurados" poderiam forçar uma suspensão contra a Ponte Preta.
Além de Augusto, o lateral-direito César Prates e o meia Edu também têm quatro cartões amarelos cada um. Edu não tem chance de entrar em campo amanhã. Ele sofreu uma contratura muscular na coxa direita e fica, pelo menos, uma semana, afastado dos gramados.
BRONCA - O preparador físico Antônio Mello mostrou, hoje
revolta com as punições aplicadas no Brasileiro. Para ele, o Corinthians é a equipe mais prejudicada, com a suspensão de Rincón por 30 dias e o fato de o time jogar duas partidas fora do Estado. Ele lembrou um caso envolvendo o vascaíno Edmundo, que chegou a agredir o flamenguista Luís Alberto. "Pedi para a diretoria do Corinthians editar uma fita com a agressão do Edmundo e enviar ao TJD (Tribunal de Justiça Desportiva)", contou. "Mas eu duvido que o Edmundo seja punido." Segundo Mello, Rincón foi suspenso por causa de imagens da televisão.


