Rio - Protagonista neste início de Campeonato Brasileiro, o líder e invicto Corinthians vem recebendo elogios de técnicos e jogadores adversários pela força e eficiência. Nesta quarta-feira, às 21h50, a equipe vai ao Rio de Janeiro onde tem vivido papel de coadjuvante. Em São Januário, visita o Botafogo com a meta de apagar a má impressão em jogos na cidade vizinha, onde ganhou apenas dois de seus últimos 20 jogos.
Com uma série de seis vitórias consecutivas, o time alvinegro paulista está perto de igualar o recorde do Cruzeiro, que ganhou oito vezes em sequência em 2003, ano no qual ganhou o título com sobras. Para isso, porém, tem de melhorar seu desempenho no Rio de Janeiro, principalmente diante do Botafogo, uma pedra no sapato.
O rival alvinegro carioca tem seis vitórias a mais que o Corinthians no confronto direto. E não perde em casa para o Corinthians desde um 3 a 2 em 2007, no ano do rebaixamento da equipe hoje comandada por Tite. De lá para cá foram três triunfos e outros três empates.
Tite - empatou seus dois jogos disputados no Rio de Janeiro desde que voltou (duas vezes contra o Flamengo) - repetirá a escalação que se encaixou melhor neste início de Nacional, com Danilo na armação e Willian, Liedson e Jorge Henrique na frente. Alex e Emerson seguem como opções.
A meta, ao menos no discurso, é ousada. O técnico quer marcar sob pressão e partir para cima do oponente, a quem considera um dos candidatos ao título. ''Se não for igual (a postura exercida em casa), tem de ser parecida. Temos de ter maturidade para jogar no campo do adversário, com pressão da torcida e num campo que não estamos acostumados'', receitou. ''O Inter (batido por 1 a 0 no jogo anterior) veio aqui (no Pacaembu) e a bola não queimou nos pés. Essa desenvoltura é maturidade''.
No ano passado, na reta final do Brasileirão, o Corinthians decepcionou com três empates longe de casa. Tite sentiu o gosto da perda do título e parece saber o antídoto para que tal história não se repita. ''Nosso comportamento, a atitude, tem de ser de buscar a vitória, não de ficar administrando empate. Se tentarmos administrar um empate, vamos perder''.
No ano passado o Corinthians falava de boca cheia que tinha chances grandes de ganhar a taça por ter um jogo a menos e brigar ponto a ponto com o Fluminense. Dava o jogo como ganho e acabou apanhando na visita ao Vasco. A Libertadores no ano do centenário também foi frustrada após derrota no Rio de Janeiro: 1 a 0 para o Flamengo, que não foi recuperado no Pacaembu. Embalado, o time quer pôr fim a esse retrospecto a partir desta quarta.
Botafogo
Na véspera de enfrentar o Corinthians, o Botafogo voltou ao passado, mesmo que este nem sempre evoque as melhores recordações. A equipe de Caio Júnior treinou ontem no acanhado, mas agradável estádio de Caio Martins, em Niterói, onde o clube fez sua campanha doméstica de volta à Série A do Brasileiro em 2003.
De volta da seleção, Jefferson retoma a meta alvinegra. De contrato novo, Marcelo Mattos reassume seu posto de capitão e primeiro volante. Ele será ladeado por Renato, que faz sua estreia pelo clube. Outra importante surpresa é a entrada de Caio no time titular.






NO RIO DE JANEIRO

Botafogo

Jefferson; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Lucas Zen; Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel e Elkeson; Caio e Herrera. Técnico: Caio Júnior

Corinthians

Julio Cesar; Welder, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Jorge Henrique; Willian e Liedson. Técnico: Tite

Árbitro: André Luiz Castro (GO)
Estádio: São Januário
Horário: 21h50

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