Corinthians tenta medida cautelar para ter seu artilheiro
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São Paulo, 20 (AE) - A diretoria do Corinthians quer usar todas as adversidades legais como aliadas para poder escalar o atacante Luizão, expulso no jogo de domingo, na decisão de quarta-feira, contra o Atlético-MG, no Morumbi. O atraso do relatório do árbitro Márcio Rezende de Freitas, o recesso do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) e as férias dos funcionários da CBF seriam usados para tentar convencer o presidente do TJD, Sérgio Zveiter, a conceder o efeito suspensivo ao jogador, sem a realização do julgamento.
A estratégia de "defesa" foi definida hoje à tarde numa reunião de dirigentes e advogados do Corinthians, no Parque São Jorge. Segundo o advogado João Zanforlin o TJD, se acatasse a solicitação do clube, cederia um "mandato de garantia", assegurando a escalação do jogador.
Zanforlin afirmou que Zveiter pode liberar o atacante após contactar os juízes auditores. "Isto pode ser feito até por telefone, caso os juízes estejam de férias ou fora do Rio", disse o advogado. Mesmo com esta estratégia, o advogado mostrou pessimismo em poder conseguir a liberação do jogador. "Se o jogo fosse domingo, eu poderia garantir que o Luizão estaria em campo, mas não é, afirmou Zanforlin.
O julgamento de Luizão seria realizado posteriormente, após o dia 20, data do retorno das atividades do TJD.
"Temos praticamente um dia e meio para resolver este problema
mas vamos lutar até o fim", disse o advogado, que conversou hoje com o diretor técnico da CBF, Alfredo Nunes, pelo telefone, e depois com o presidente do TJD.
"Se a decisão fosse domingo, eu teria mais chances, afirmou Luizão, que recusou-se a fazer outros comentários sobre a sua expulsão e chegou até a irritar-se com os jornalistas, quando estes perguntaram se o silêncio fazia parte da estratégia jurídica do clube.
O técnico Oswaldo de Oliveira também não quis aumentar a polêmica.
"Tudo o que eu tinha de falar sobre o assunto, eu já falei no domingo, afirmou.